|
Katrina paralisa 90% da produção de petróleo no Golfo do México | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A passagem do furacão Katrina pela região do Golfo do México, nos Estados Unidos, provocou a suspensão de 90% da produção de petróleo na área, o que colaborou para manter altos os preços do produto no mercado internacional nesta terça-feira. A cotação do barril de petróleo atingiu um novo recorde no mercado de Nova York, sendo negociado à tarde a US$ 70,85, antes de fechar em US$ 69,85. O recorde anterior, de segunda-feira, era de US$ 70,80. A produção do Golfo representa 20% do total nos Estados Unidos. O preço do petróleo tipo Brent também subiu no mercado de Londres nesta terça-feira, sendo negociado a US$ 68,24 o barril, com alta de US$ 3,37. Efeitos duradouros De acordo com analistas, o que mais preocupa o mercado são eventuais danos e efeitos de longo prazo que o Katrina pode ter sobre as operações de extração e refino no Golfo do México, o que pressionaria os suprimentos globais do produto. A Shell, por exemplo, informou que uma de suas plataformas de alto-mar na região foi danificada. Centenas de outras plataformas foram fechadas, reduzindo a produção em 1,4 milhão de barris, o equivalente a 7% da demanda doméstica nos Estados Unidos. Não demorou para essa queda abrupta provocasse forte impacto no preço da gasolina no atacado, que nesta terça-feira atingiu a cotação recorde de US$ 2,85 o galão na costa americana do Golfo. O governo americano está avaliando a possibilidade de liberar parte de sua reserva estratégica com a finalidade de reduzir os preços. A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) também planeja elevar seu teto de produção no encontro que terá em setembro, embora analistas digam que isso seria um gesto principalmente simbólico. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||