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Ex-diretor do Petróleo por Comida renuncia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-diretor do programa da ONU para o Iraque Petróleo por Comida, Benon Sevan, pediu demissão e atacou o secretário-geral Kofi Annan por tê-lo "sacrificado". O anúncio de sua renúncia ao cargo neste domingo aconteceu um dia antes da publicação de um relatório final sobre um escândalo de corrupção no programa. O documento deve acusar Sevan de receber comissões para intermediar contratos de petróleo com o Iraque nos anos 1990. O Petróleo por Comida permitia ao governo de Saddam Hussein vender quantidades limitadas de petróleo para poder comprar alimentos e remédios para a população iraquiana. Acusações Sevan havia se aposentado da ONU, mas permanecia registrado como funcionário da organização e recebia um salário simbólico de US$ 1 (cerca de R$ 2,31) por ano para manter sua imunidade diplomática. Ele também havia sido suspenso em fevereiro, mas manteve o cargo honorário para que pudesse ajudar nas investigações. Advogados de Sevan já disseram que o relatório vai trazer falsas acusações de que ele teria ajudado uma empresa a obter contratos lucrativos dentro do esquema. Sevan, um cipriota que foi funcionário da ONU por quatro décadas, apresentou sua demissão numa carta endereçada a Kofi Annan. "Entendo totalmente a pressão que há sobre você, mas me sacrificar por conveniência política nunca vai calar nossos críticos nem ajudar você ou a organização", escreveu Sevan. "As acusações são falsas e você, que me conhecia durante todos esses anos, deve saber que elas são falsas." O relatório a ser divulgado nesta segunda-feira é o terceiro produzido por uma comissão independente de inquérito. |
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