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Autoridades priorizam coleta de mortos em Nova Orleans | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades de Nova Orleans deram por encerrada a operação de salvamento de pessoas que permaneciam isoladas pelas enchentes na cidade e estão agora priorizando a coleta de corpos de vítimas. Soldados e policiais estão recolhendo os cadáveres, muitos deles amarrados a postes ou deixados em casas que foram marcadas com tinta quando as águas estavam mais altas. O diretor do Departamento de Segurança Interna para Nova Orleans, Terry Ebbert, disse que acredita que o número de vítimas fatais da passagem do furacão Katrina na cidade do sul dos Estados Unidos pode ser menor do que a estimativa de dez mil que havia sido anunciada anteriormente. "Algumas das mortes catastróficas que algumas pessoas vinham prevendo podem não ter ocorrido", disse. "Os números até agora são relativamente pequenos se comparados com os dez mil que vinham sendo previstos". Uma nota divulgada pela agência de notícias France Presse neste sábado, atribuída ao Departamento de Saúde e Hospitais do Estado da Louisiana (onde fica Nova Orleans), diz que o número confirmado de mortes na cidade chegou a 154. Drenagem De acordo com a correspondente da BBC em Nova Orleans Daniela Relph, muitos corpos ainda podem ser vistos nas águas que cobrem a cidade. No entanto, as áreas inundadas estão diminuindo com o bombeamento da água para o Lago Pontchartrain e para o Rio Mississippi. Além disso, as ruas estão sendo limpas e as linhas de energia estão sendo consertadas. Embora os efeitos da drenagem já sejam visíveis nas ruas, as autoridades ainda acreditam que vai demorar um mês para o trabalho ser concluído. Bush O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, usou seu pronunciamento semanal de rádio para pedir que o país se una em compaixão e determinação, depois das mortes provocadas pelo Katrina no sul do país. No discurso, Bush lembrou da resposta do povo americano aos atentados de quatro anos atrás em Washington e Nova York. "Para realizar a difícil tarefa à nossa frente, nossa nação vai usar seus vastos recursos e a criatividade de seus cidadãos, e ambos serão exigidos por completo", disse. "Os Estados Unidos vão superar este sofrimento e sairão fortalecidos." "Nós estamos sendo lembrados de que as adversidades fazem surgir o melhor do espírito americano. Em tempos de grande sofrimento nós testemunhamos a coragem e a determinação das equipes de resgate, que se dispõem a arriscar suas vidas para salvar as vidas de outros." O discurso de Bush se seguiu à decisão de afastar o diretor da agência federal para emergências, Michael Brown, da coordenação dos trabalhos de resgate e recuperação da região afetada pelo furacão Katrina. Brown, que estava na Louisiana, foi enviado de volta a Washington, mas não foi demitido do cargo de diretor da Fema (sigla em inglês para Agência Federal para a Administração de Emergências). Ophelia Enquanto os Estados da Louisiana, Mississippi e Alabama ainda lutam para se recuperar dos efeitos do Katrina, um outra tempestade ameaça chegar à Flórida. As autoridades emitiram um alerta de furacão para partes do litoral dos Estados da Carolina do Norte e do Sul, que podem receber o impacto do Ophelia, um furacão categoria 1 que, no momento, está no Oceano Atlântico a 354 km da cidade de Charleston, Carolina do Sul. O Ophelia, com rajadas de ventos de cerca de 130 km/h, está se movendo rumo noroeste e pode ganhar força nas próximas horas. De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o furacão pode chegar à Carolina do Sul nas primeiras horas de segunda-feira. |
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