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Drenagem deve terminar em um mês, diz governo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades de Nova Orleans, a cidade mais atingida pela passagem do furacão Katrina, anunciaram que a drenagem total da água contaminada que ainda inunda as ruas pode ser terminada dentro de um mês. A previsão é mais otimista do que se pensava inicialmente - na segunda-feira, quando foi consertado o principal dique que isola a cidade de um lago próximo, engenheiros falaram em um prazo de até três meses. A eletricidade voltou em alguns bairros e o aeroporto da cidade deve ser aberto dentro de uma semana. Mas as equipes de resgate ainda não começaram a recolher a maioria dos corpos das vítimas do desastre. Menos mortos Um correspondente da BBC em Nova Orleans afirmou que muitos cadáveres ainda estão espalhados sob as águas, pelas ruas e dentro das casas. Mas na sexta-feira, o chefe da Segurança Interna, o coronel Terry Ebert, disse que o número de mortos pode estar bem abaixo da estimativa de dezenas de milhares feita pelo prefeito Ray Nagin na semana passada. Ainda na sexta-feira, o governo americano afastou o diretor da Agência Federal para a Administração de Emergências (FEMA, na sigla em inglês), Michael Brown, da coordenação dos trabalhos de resgate e recuperação da região afetada pelo furacão. Brown, que estava na Louisiana, foi enviado de volta a Washington, mas não foi demitido do cargo. Ele será substituído pelo vice-almirante da Guarda Costeira Thad W. Allen. Bush Neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vai fazer um pronunciamento em rede nacional de televisão, em meio a críticas pela maneira como o governo vem lidando com a tragédia. Segundo correspondentes da BBC, Bush deve lembrar os americanos de como eles se uniram há quatro anos para responder aos ataques do 11 de Setembro em Nova York e Washington. No discurso, marcado para as 10h (hora local em Washington, 11h em Brasília), Bush não deve se referir aos pedidos feitos por membros do Partido Democrata para que Michael Brown seja demitido. Show Na noite de sexta-feira, seis emissoras de televisão americanas transmitiram conjuntamente um programa de uma hora para levantar fundos de assistência às vítimas do furacão. Músicos como Sheryl Crow, Alicia Keys, Paul Simon e Rod Stewart, além de bandas como U2 e Dixie Chicks, se apresentaram nos estúdios montados em Nova York e em Los Angeles. Estrelas de Hollywood também compareceram para endossar o apelo. "Em todo litoral do Golfo (do México), há bebês que ainda estão separados de seus pais", disse a atriz Jennifer Aniston, do seriado Friends. "Essas crianças vão precisar de ajuda pelo resto da vida - uma ajuda que você e eu podemos dar agora mesmo." O ator Morgan Freeman, ganhador do Oscar, afirmou que a "desfiguração do Golfo e a tragédia de Nova Orleans" têm sido algo difícil de suportar, e pediu doações generosas aos telespectadores. Entre outros artistas que compareceram ao evento estão Julia Roberts, Cameron Diaz e Jack Nicholson. |
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