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China e africanos podem frustrar planos do G4 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Duas decisões anunciadas nesta quinta-feira podem frustrar os planos de Brasil, Alemanha, Japão e Índia (grupo conhecido como G4) para a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O embaixador chinês na ONU, Wang Guangya, disse que seu país decidiu trabalhar ao lado dos Estados Unidos para impedir a concretização do plano para aumentar o número de membros permanentes do Conselho defendido pelo Brasil e seus parceiros. De acordo com Guangya, é interesse comum à China e aos Estados Unidos que não exista apoio suficiente para o plano na Assembléia Geral da organização. Para ser aprovada na Assembléia Geral, a proposta de reforma do G4 precisaria de pelo menos 128 votos, ou dois terços dos 191 Estados membros da organização. A outra má notícia para o grupo do Brasil é que líderes africanos reunidos na capital da Etiópia, Adis Abeba, para discutir a reforma do Conselho de Segurança, decidiram manter suas exigências de duas cadeiras permanentes no órgão com direito a veto. No momento apenas os atuais membros permanentes do Conselho – Estados Unidos, China, França, Rússia, Grã-Bretanha – detêm tal poder. Em reunião de representantes de países da África e do G4 em Londres em julho, as nações africanas foram informadas de que possíveis novos membros do Conselho não teriam o direito de veto. A exigência do veto atrapalha os planos do G4, que quer que sejam criados seis novos postos permanentes e que aceitam não ter o poder de veto. Segundo a correspondente da BBC em Nova York Susannah Price, os Estados Unidos querem apenas dois novos membros permanentes, sendo um deles o Japão. Para complicar ainda mais a situação, embora concorde em trabalhar contra o G4, o governo chinês não quer que a posição permanente vá para os japoneses. |
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