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Atualizado às: 11 de julho, 2005 - 10h38 GMT (07h38 Brasília)
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ONU inicia discussão sobre expansão do Conselho de Segurança

Conselho de Segurança
Assembléia-geral da ONU deve discutir proposta na segunda-feira
A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne nesta segunda-feira em Nova York para discutir a proposta do G4 de expansão do Conselho de Segurança (CS) de 15 para 25 membros.

Depois de meses de intensas consultas informais com os 191 países membros da ONU, na última sexta-feira o G4 - formado por Brasil, Japão, Alemanha e Índia - finalmente apresentou o projeto de resolução ao secretariado da Assembléia Geral.

O embaixador brasileiro na ONU, Ronaldo Sardenberg, deverá defender nesta segunda a proposta do G-4, que prevê a criação de seis novas vagas permanentes, além de outras quatro vagas não permanentes para o CS.

Atualmente, o CS é composto por cinco membros permanentes com direito a veto: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China. Além deles, dez outros países exercem mandatos de dois anos como membros não permanentes.

Pressa

De acordo com um diplomata brasileiro ouvido pela BBC Brasil, o objetivo do G4 é votar ainda nesta semana a primeira resolução, que não inclui os países candidatos a ocupar as vagas permanentes.

Depois de aprovada a primeira resolução, o grupo apresentaria os nomes dos países candidatos. Se tudo der certo, eles poderão ser votados pela Assembléia Geral ainda em julho.

Mas para atingir seu objetivo, o G4 terá que driblar uma série de obstáculos.

O primeiro deles é chegar a uma proposta comum com os países membros da União Africana, que também deseja a criação de seis novas vagas permanentes para o CS, mas tem insistido na prerrogativa do direito de veto para os novos membros do Conselho.

Representando 53 países, a União Africana detém cerca de um quarto dos 191 votos da Assembléia Geral. Para ser aprovada, qualquer resolução precisa do apoio de dois terços, ou 128 votos do plenário.

Inicialmente, o G4 também reivindicava o direito de veto para os novos membros mas, convencido pela França, o grupo optou pela estratégia de inicialmente renunciar a ele.

A resolução propõe que o debate sobre o direito de veto seja retomado apenas depois de 15 anos após a eleição dos novos membros do CS.

Grupo da Argentina

O segundo obstáculo é a proposta do grupo "Unidos pelo Consenso", formado por países como Itália, Argentina, Paquistão e México.

Esses países se opõe radicalmente à introdução de novos membros permanentes para o CS e propõem a criação de dez novas vagas não permanentes.

Ao que tudo indica, o "Unidos pelo Consenso" não conta com apoio significativo entre os países da ONU.

Mas segundo um diplomata do G4, é possível que o grupo tente bombardear a proposta do G4 durante o debate – usando artifícios como a introdução de emendas que desfigurem a resolução, ou pedidos de adiamento do processo decisório da Assembléia Geral.

"De agora em diante, o nosso principal desafio é conduzir o debate de maneira construtiva", disse o diplomata.

Além disso, no dia 18 de julho, a agenda do presidente da Assembléia Geral, Jean Ping, do Gabão, prevê o início da discussão de uma outra resolução que trata que questões como as Metas do Milênio e de direitos humanos.

Se Ping mantiver a agenda, a votação sobre a expansão do CS poderia ser adiada.

Ratificação

Numa segunda etapa, mesmo que consigam vencer todos os obstáculos na Assembléia Geral, o G4 ainda precisaria convencer Estados Unidos e China a não vetarem sua eleição para o CS.

Qualquer emenda aos estatutos da ONU precisa ser ratificada pelos atuais cinco membros permanentes do Conselho.

Até agora, os Estados Unidos só apóiam a candidatura do Japão. Por outro lado, a China, que tem condenado duramente a candidatura japonesa, tem declarado que uma expansão radical do CS seria “perigosa” para a estabilidade mundial.

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