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Atualizado às: 08 de junho, 2005 - 22h18 GMT (19h18 Brasília)
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G-4 tem novo plano para reforma do Conselho de Segurança da ONU

Reunião do Conselho de Segurança da ONU
O Brasil busca uma vaga no Conselho de Segurança da ONU
O Grupo dos Quatro (G-4), que reúne Brasil, Alemanha, Índia e Japão, apresentou na tarde desta quarta-feira aos membros da Organização das Nações Unidas (ONU), uma nova versão de sua proposta de expansão do Conselho de Segurança.

No novo texto, que incorpora uma sugestão da França, os membros do G-4 renunciam ao direito imediato de veto caso se elejam para o Conselho de Segurança.

“Os novos membros permanentes não exercerão o direito de veto até que a questão de extensão tenha sido decidida na moldura da revisão prevista pelo parágrafo 7,” diz o texto.

No parágrafo 7, o G-4 propõe que a questão do veto seja decidida 15 anos após a eleição dos novos membros do Conselho de Segurança.

Concessão

Ao renunciar ao direito de veto imediato, o G-4 faz uma concessão importante à França, que em troca compromete-se a co-patrocinar a proposta de resolução junto à Assembléia Geral da ONU.

Um dos cinco membros permanentes do Conselho - ao lado de Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia e China - a França é hoje o maior aliado dos Grupo dos Quatro.

Mas o grupo enfrenta a oposição da China, que se opõe abertamente à candidatura japonesa, e dos EUA, que por outro lado só garantiram seu apoio ao Japão.

O G-4 enfrenta também a oposição do grupo União para o Consenso, liderado por Paquistão, Itália, México e Argentina.

A nova proposta apresentada pelo G-4 acirra ainda mais suas diferenças com a União para o Consenso, que em vez da criação de seis vagas de novos membros permanentes para o CS, defende a criação de dez novos assentos para a instituição em caráter rotativo, não permanente.

Fim da trégua

Na última sexta-feira, o presidente da Assembléia Geral, Jean Ping, representante do Gabão, obteve um acordo entre o G-4 e a União pelo Consenso, para tentar resolver suas diferenças.

Pelo trato, as duas facções negociariam intensivamente até o próximo dia 21 de junho, a fim de obterem um modelo consensual de reforma do CS.

No entanto, a nova resolução apresentada hoje pelo G-4 põe um fim antecipado à trégua obtida por Ping.

Um diplomata representante do G-4 disse à BBC Brasil que as chances de um acordo com a União para o Consenso são praticamente nulas, e que o grupo deve colocar sua nova resolução para votação na Assembléia Geral até o fim de junho.

De sua parte, integrantes da União para o Consenso, como o embaixador Munir Akram, do Paquistão, têm advertido que se for colocada em votação, a proposta do G-4 poderia causar profundas divisões na ONU, aguçando conflitos, por exemplo, entre a China e o Japão, e criando ameaças à segurança global.

Mas o G-4, que numa primeira rodada na Assembléia Geral necessita de 128 votos, ou dois terços dos 191 Estados-membros da ONU, tem declarado que o processo de reforma do Conselho de Segurança já se arrasta por uma década e que chegou a hora de as Nações Unidas se decidirem a respeito.

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