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Atualizado às: 22 de junho, 2005 - 21h28 GMT (18h28 Brasília)
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G4 proporá reforma do Conselho de Segurança em julho

Reunião do Conselho de Segurança da ONU
Alemanha, Brasil, Índia e Japão buscam assentos permanentes
O G4 – grupo formado por Alemanha, Brasil, Índia e Japão, que buscam assentos permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas – anunciou que apresentará a sua proposta formalmente para votação na Assembléia Geral da ONU no mês de julho.

A intenção do G4 é fazer a proposta formal após a cúpula da União Africana do dia 5 de julho.

A proposta é, com a reforma da ONU, abrir seis novas cadeiras no Conselho de Segurança. Quatro delas seriam ocupadas pelos países do grupo, e as outras duas por dois países africanos a serem definidos na reunião da União Africana.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participou da reunião do G4 nesta quarta-feira em Bruxelas, dias depois de os Estados Unidos apresentarem a sua versão de reforma.

Posição americana

O governo de George W. Bush propõe a criação de mais duas cadeiras no Conselho de Segurança – uma seria ocupada pelo Japão, a outra por uma país em desenvolvimento (os americanos teriam preferência pela Índia).

“O mais importante desta reunião é o fato dela ter se realizado dias depois de que foram anunciadas essas novas idéias de alguns países importantes, pois ela confirmou a unidade do G4”, disse Amorim.

Mas há resistências específicas a cada um dos membros do grupo. O México e a Argentina são contra o Brasil assumir uma vaga permanente, a China se diz contra o Japão fazer o mesmo, a Itália se posiciona contra a Alemanha e o Paquistão, contra a Índia.

“Quando os cinco atuais membros permanentes foram estabelecidos, se tivesse havido uma consulta em cada região, provavelmente também não teria havido unanimidade. É um fato da vida”, comparou o ministro.

Quando questionado sobre se a ação do G4 poderia aumentar o clima de tensão existente atualmente no Mercosul, Amorim comparou a situação com os jogos da Copa do Mundo.

“Eu estava na Inglaterra, por exemplo, durante o jogo das quartas-de-final contra os ingleses. Estava todo mundo tenso quando eu saí com uma bandeirinha do Brasil na rua. Mas no dia seguinte ao jogo, tudo voltou ao normal”, disse.

Celso Amorim disse que, apesar de o G4 não concordar com a proposta feita pelos Estados Unidos para a reforma da ONU, considera a mudança de posição do país positiva.

“O fato deles terem se movido de uma posição de total passividade para uma proposta que reconhece a necessidade de uma reforma é muito importante. Isso demonstra que o imobilismo, praticado por alguns países, não é praticável”, afirmou.

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