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Reunião entre G4 e África termina sem acordo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes do Grupo dos Quatro (G4) – que inclui o Brasil – e de países africanos não conseguiram chegar a um acordo sobre uma proposta unificada de reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em reunião encerrada nesta segunda-feira em Londres, representantes de Brasil, Japão, Alemanha e Índia tentaram convencer os africanos a apoiar a sua proposta, que prevê a adição de seis membros permanentes ao Conselho, mas sem direito a veto – privilégio hoje gozado pelos cinco países que têm esse status. Dois desses seis novos assentos seriam ocupados por países africanos, de acordo com a proposta do G4. O grupo do qual o Brasil faz parte precisa do apoio africano porque, para ser aprovada na Assembléia Geral, a proposta precisaria de pelo menos 128 votos, ou dois terços dos 191 estados membros da ONU. Representantes africanos deixaram o encontro dizendo que precisam consultar os seus governos. Alguns deles se mostraram insatisfeitos, descrevendo a reunião como um fiasco. Um diplomata brasileiro havia dito à BBC Brasil na semana passada que uma resolução comum poderia ser colocada em votação para a Assembléia Geral já nesta semana. Em função do calendário da ONU, o G4 corre contra o tempo para votar sua proposta de expansão do CS antes da reunião de cúpula da instituição, agendada para setembro. A dificuldade nas negociações entre os dois blocos, que já duram mais de um mês, deriva das divisões entre os países do norte da África, como Argélia e Líbia, e países subsaarianos, como Nigéria, Gana e África do Sul. Enquanto o grupo da Argélia insiste que os virtuais seis novos membros permanentes do Conselho também tenham o direito de veto, hoje uma prerrogativa exclusiva dos cinco membros permanentes – Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China – o grupo da Nigéria parece disposto a desistir de tal exigência para associar-se ao G4. Aconselhada pela França, que é co-patrocinadora de seu projeto, o G4 decidiu adiar a discussão sobre a extensão do direito de veto para 15 anos depois da expansão do CS. |
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