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Novo presidente do Irã promete país 'moderno' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O prefeito de Teerã, o conservador Mahmoud Ahmadinejad, venceu as eleições presidenciais do Irã, conseguindo a maioria dos votos. Ahmadinejad foi o escolhido por 62% dos eleitores, surpreendendo analistas que previam uma vitória apertada do ex-presidente, e considerado mais moderado, Akbar Hashemi Rafsanjani. Depois de sua vitória, Ahmadinejad afirmou que planeja criar um país modelo "moderno, avançado e islâmico" para o resto do mundo. Com a vitória do ex-prefeito de Teerã, todos os orgãos de governo do Irã agora estão nas mãos de conservadores, linha-dura. Cerca de 22 milhões de eleitores compareceram às urnas no segundo turno, um comparecimento de 60% do eleitorado, o que significou uma queda dos 63% de comparecimento registrados no primeiro turno, na semana passada. O voto no Irã não é obrigatório. Surpresa Ahmadinejad, de 49 anos, fez de sua campanha uma plataforma para o conservadorismo islâmico e surpreendeu muitos observadores ao derrotar cinco outros candidatos no primeiro turno. Segundo a correspondente da BBC em Teerã, a primeira declaração de Ahmadinejad depois da vitória teve como objetivo diminuir o temor gerado por sua visão conservadora. A correspondente afirma que o apelo do candidato junto aos pobres parece ter sido o segredo de seu sucesso, já que o país tem altos índices de desemprego e desigualdade entre ricos e pobres. Ahmadinejad também prometeu lutar contra a corrupção e resistir à "decadência ocidental". O adversário de Ahmadinejad, Akbar Hashemi Rafasanjani, de 70 anos, foi presidente do Irã entre 1989 e 1997. Ele era o favorito e se declarava um liberal disposto a se aproximar do ocidente. Reações O Departamento de Estado americano disse que a eleição do conservador Mahmoud Ahmadinejad à Presidência do Irã mostra que o país está "em descompasso" com a liberdade "tão aparente" em outros países da região, como Iraque, Afeganistão e Líbano. "Essas eleições tinham problemas desde o início, com a decisão de uns poucos que não são eleitos de recusar as candidaturas de mais de mil candidatos, incluindo 93 mulheres", afirmou uma porta-voz do Departamento, Joanne Moore. Moore disse ainda que o governo americano permanece cético quanto ao interesse das autoridades iranianas de agir de acordo com as necessidades do seu próprio povo ou de responder às preocupações da comunidade internacional. Os Estados Unidos acreditam que a população iraniana tem o direito de fazer as suas próprias decisões e determinar o próprio futuro, disse a representante americana. O ministro do Exterior britânico, Jack Straw, disse que ocorreram "graves deficiências" no processo eleitoral, lembrando que vários reformistas e todas as mulheres não puderam concorrer. "Espero que durante a presidência de Ahmadinejad o Irã tome medidas para tratar da preocupação da comunidade internacional a respeito do programa nuclear do Irã", disse. |
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