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Reformistas no Irã vão apoiar Rafsanjani | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes reformistas no Irã pediram aos seus correligionários que apóiem o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani no segundo turno da eleição presidencial, na sexta-feira. Eles querem evitar a vitória do candidato conservador linha-dura e prefeito de Teerã, Mahmoud Ahmadinejad. A passagem de Ahmadinejad para o segundo turno causou surpresa. Ele derrotou outros cinco candidatos e chegou perto do número de votos obtidos por Rafsanjani no primeiro turno, tido como favorito nesta eleição. 'Extremistas'
Segundo informações da agência de notícias AFP, o ex-presidente pediu que aos iranianos apoio contra os "extremistas" que "mancharam" o primeiro turno das eleições. Já os setores conservadores tradicionalistas prometeram apoio à candidatura de Ahmadinejad. Essa foi a primeira vez que a eleição presidencial no Irã foi para o segundo turno. O bom desempenho de Ahmadinejad no primeiro turno preocupou os reformistas iranianos e também os conservadores moderados, segundo correspondente da BBC em Teerã, Sadeq Saba. Correspondentes dizem que muitos iranianos temem que uma eventual vitória do prefeito de Teerã possa resultar num retrocesso - e ameaçar as liberdades sociais conquistadas em anos recentes. Um porta-voz do candidato reformista derrotado Mostafa Moin disse à BBC que o prefeito de Teerã representa o que chamou de "uma força perigosa militar e anti-democrática no país". Ele disse que todas as forças liberais do Irã deveriam formar uma aliança para impedir à chegada do candidato linha-dura ao poder. Duas das principais organizações reformistas do país - a Organização da Revolução Islâmica Mujahideen e a Frente de Participação Iraniana Islâmica - lançaram manifestos dizendo que se opõe aos fascismo e ao envolvimento dos militares na política. |
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