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Começa apuração de disputada eleição no Irã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os votos de uma das eleições presidenciais mais apertadas no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979 começaram a ser contados. De acordo com o Ministério do Interior, a taxa de participação foi alta. Um porta-voz estimou que 55% dos 47 milhões de eleitores foram às urnas nesta sexta-feira. O período de votação teve de ser estendido três vezes, sendo finalmente encerrado às 23h do horário local, quatro horas depois do previsto. Os resultados são esperados para este sábado, mas poucos analistas acreditam que algum candidato reúna os 50% dos votos necessários para a vitória já no primeiro turno. Os próprios assessores de dois dos principais candidatos, o ex-presidente Hashemi Rafsanjani e o reformista Mostafa Moin, disseram contar com um segundo turno. "Eu acredito que haverá um segundo turno entre Hashemi (Rafsanjani) e Moin", disse Mohammad Atrianfar, assessor de Rafsanjani e editor-chefe do jornal Shargh, de acordo com a agência de notícias France Presse. Candidatos Rafsanjani, que governou o país entre 1989 e 1997, tem fortes laços com a elite religiosa do país, mas adotou um discurso mais liberal durante a campanha eleitoral, prometendo melhores relações com o Ocidente. Além de Rafsanjani e Moin, um ex-ministro da Educação, o ex-chefe de polícia Mohammed Baqer Qalibaf também concorre à sucessão do presidente Mohammad Khatami. No total, havia sete candidatos, depois de mil candidaturas terem sido desqualificadas pelas autoridades religiosas. A maioria dos eleitores tem menos de 30 anos. Os jovens, no entanto, vêm demonstrando pouco entusiasmo com a política, depois de oito anos de um governo que assumiu com promessas de grandes reformas, mas conseguiu fazer pouco devido à influência conservadora da elite religiosa. Khatami foi impedido de disputar um terceiro mamdato. O poder de fato no Irã está nas mãos do clérigo e do líder supremo islâmico, aiatolá Ali Khamenei. A correspondente da BBC em Teerã Frances Harrison diz que as principais questões para os iranianos atualmente são se eles devem insistir nas reformas e como melhorar as relações do Irã com o resto do mundo. |
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