|
Campanha presidencial no Irã chega à reta final | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os sete candidatos a presidente no Irã estão fazendo uma ofensiva de última hora para conquistar o voto dos eleitores ainda indecisos. A campanha entrou nesta quarta-feira nas suas últimas 24 horas. A votação será na sexta-feira, e, por lei, a campanha só pode ser feita até a manhã do dia anterior à eleição. Os candidatos - que eram oito até esta quarta-feira, antes de um deles desistir alegando que sua candidatura iria "dividir o voto dos conservadores" - têm concentrado suas atenções sobretudo nos eleitores jovens – metade dos 67 milhões de iranianos têm menos de 25 anos. Mas muitos eleitores têm se mostrado apáticos após anos de alto desemprego e pouco avanço nas reformas políticas. Tabus Para tentar mudar este quadro, os candidatos investiram em campanhas que, de acordo com analistas, quebraram alguns tabus da sociedade iraniana. Alguns deles prometeram se envolver em negociações com os Estados Unidos, enquanto outros contrataram garotas para entregar folhetos andando de patins. Algumas pesquisas de intenção de voto indicam que o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, candidato considerado favorito, pode ter mais problemas do que se esperava em sua tentativa de voltar ao cargo. A maioria das projeções indica que muitos votos que poderiam ser dados a Rafsanjani podem acabar indo para Mohammad Baqer Qalibaf - um candidato tido como conservador que vem aparecendo em segundo nas pesquisas -, e também para o reformista Mostafa Moin. As pesquisas indicam ainda que nenhum dos três deve conseguir os votos necessários para vencer a eleição logo no primeiro turno. Neste caso, seria realizado um segundo turno, provavelmente no dia 1º de julho – o primeiro da história da República Islâmica. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||