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Irã veta mais de mil nomes em disputa presidencial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A TV estatal iraniana anunciou que mais de mil candidatos que haviam se inscrito para a eleição presidencial foram impedidos de participar do pleito pelo Conselho dos Guardiães da Revolução. O poderoso conselho é formado por clérigos xiitas muçulmanos e supervisiona o processo eleitoral no Irã, podendo vetar candidaturas que julga pouco condizentes com os valores islâmicos do país. O conselho permitiu apenas que seis entre os mais de mil inscritos se candidatassem. Alguns célebres políticos reformistas foram impedidos de participar da votação. Entre eles, o ex-ministro da Educação, Mustafa Moin. Mulheres de fora Foram vetadas também as candidaturas de 84 mulheres que se increveram para participar da disputa. O único reformista que não teve seu nome vetado foi Mehdi Karrrubi, ex-porta-voz do Parlamento iraniano. Os candidatos que tiveram seus nomes aceitos foram o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, favorito na disputa, o reformista Karrubi e outros quatro candidatos conservadores. Os conservadores que irão disputar a presidência são o prefeito de Teerã, um ex-comandante dos Guardas Revolucionários do país - a polícia islâmica iraniana-, o o ex-responsável pela TV e rádio estatal no Irã e e o x-chefe de polícia do país. As eleições serão realizadas em 17 de junho e escolherão o sucessor de Mohammad Khatami. Khatami foi presidente por dois mandatos sucessivos, mas pela lei iranina não pode disputar um terceiro. |
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