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Políticos iranianos vão boicotar eleições | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 500 políticos e intelectuais iranianos anunciaram neste domingo que não vão participar das eleições presidenciais no mês que vem. Em um comunicado, eles disseram que as eleições do dia 17 de junho não poderão ser livres e justas porque o Conselho Guardião do Irã está privando as pessoas de sua liberdade de escolha. O Conselho, que é bastante conservador, tem o poder de vetar candidatos. O comunicado foi assinado por ex-parlamentares e intelectuais que apóiam o presidente reformista Mohammad Khatami. O documento diz que "o povo só tem liberdade de escolher entre os candidatos escolhidos pelo Estado". Veto Um recorde de 1.010 pessoas se registraram para concorrer nas eleições, de acordo com o ministério do Interior. Os candidatos vão de um garoto de 16 anos a um homem de 89. O prazo para registro terminou neste sábado e os pré-candidatos vão esperar a aprovação ou veto de suas candidaturas, o que deve acontecer em dez dias. O Conselho Guardião já disse que 89 mulheres que se registraram serão vetadas. O orgão já causou revolta durante as eleições parlamentares do ano passado, quando desqualificou dois mil candidatos, eliminando assim a maioria dos reformistas que queriam disputar o pleito. Mas correspondentes dizem que o Conselho deverá ser mais cauteloso desta vez, já que teme que um baixo comparecimento às urnas possa ameaçar a legitimidade das eleições. O candidato mais conhecido é o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, que governou o país duas vezes entre 1989 e 1997. Ele é visto como um conservador pragmático, mais conservador que os reformistas mas aberto a melhorar as relações com o ocidente. |
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