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Atualizado às: 12 de maio, 2005 - 14h56 GMT (11h56 Brasília)
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Europa avisa Irã para não retomar programa nuclear
Usina de Isfahan
O Irã teria ameaçado romper os lacres da usina de Isfahan
França, Grã-Bretanha e Alemanha - os três países da União Européia envolvidos em negociações com o Irã sobre seu programa nuclear - fizeram um alerta para que o país não retome o processo de enriquecimento de urânio, alegando que as "conseqüências só poderiam ser negativas".

Os países enviaram uma carta com o alerta ao principal negociador iraniano, Hassan Rohani, e também sugeriram novas negociações para as próximas duas semanas para prevenir a crise.

"Nós esperamos que o Irã não tome essa decisão, cujas conseqüências eles sabem muito bem quais poderão ser", disse o ministro das Relações Exteriores da França, Michel Barnier.

Em linguagem diplomática, as "conseqüências" a que os europeus se referem costuma significar intervenção do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

'Repensando'

O aviso teria levado o governo iraniano a repensar os seus planos de reabertura de uma usina de enriquecimento de urânio.

Um diplomata citado pela agência de notícias Associated Press afirmou que os representantes do Irã teriam sido convencidos pelo alerta.

O grupo de nações européias quer convencer o Irã a abandonar seu programa de enriquecimento e reprocessamento de urânio. Em contrapartida, eles oferecem incentivos econômicos, políticos e tecnológicos ao Irã.

Na capital iraniana, Teerã, Hassan Rohani afirmou que o seu país deixará de respeitar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) se isso impedir o Irã de utilizar a tecnologia para fins pacíficos.

"Se o Irã não puder exercer seus direitos dentro das propostas do TNP, então não respeitaremos mais esse tratado", disse Rohani.

Rohani afirmou que o Irã vai "retomar parte das atividades nucleares em um futuro próximo", mas que "as condições e a hora" da iniciativa ainda estavam sendo discutidas com os negociadores da França, da Alemanha e da Grã-Bretanha.

AIEA

Nas últimas semanas, o governo iraniano vinha dizendo que retomaria a produção de urânio enriquecido na usina de Isfahan.

Um negociador iraniano chegou a ser enviado para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), sediada em Viena, para entregar uma carta aos representantes da ONU.

Especula-se que a carta dizia que o Irã estava prestes a romper o lacre da ONU que mantém a usina fechada.

A reabertura de Isfahan sinalizaria o colapso das negociações da AIEA com o Irã.

A premissa das conversas era a suspensão total das atividades nucleares, inclusive o enriquecimento de urânio.

Se o processo for interrompido, só vai restar à ONU acionar o Conselho de Segurança.

Alguns analistas chegam a dizer que a crise potencial pode estar sendo armada pelo governo do Irã para conseguir mais concessões durante as negociações.

No entanto, dizem os analistas, isso seria uma leitura equivocada da atual disposição na Europa, que não toleraria a violação de acordos.

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