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Atualizado às: 16 de março, 2005 - 14h34 GMT (11h34 Brasília)
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Iraniano que matou 20 crianças é executado em praça pública
cenas da execução
O criminoso foi chicoteado 100 vezes antes de ser enforcado
Um assassino em série que matou pelo menos 20 crianças foi executado em praça pública no Irã nesta quarta-feira.

Mohammad Bijeh, de 22 anos, apelidado de "vampiro do deserto de Teerã" pela imprensa iraniana, recebeu cem chibatadas antes de ser enforcado.

O irmão de uma de suas vítimas esfaqueou o assassino enquanto ele recebia as chibatadas. As autoridades pediram à mãe de outra vítima que pusesse a corda no pescoço dele.

A execução foi no sul de Teerã, perto de onde Bijeh cometeu seus crimes por um ano.

O assassino foi levantado a cerca de dez metros por um guindaste e lentamente estrangulado até a morte, enquanto a multidão urrava.

O enforcamento em guindaste – forma comum de execução no Irã – não provoca a morte rápida, pois o pescoço do condenado não é quebrado.

Calmo e calado

O assassino caiu duas vezes enquanto recebia as chibatadas, mas permaneceu calmo e calado durante todo o tempo.

A multidão, que era contida por uma cerca de arame farpado e cerca de cem policiais, gritava "mais forte, mais forte" enquanto os oficiais de execução se alternavam para chicotear as costas nuas de Bijeh.

Ao ser preparado para o enforcamento, Bijeh foi esfaqueado pelo irmão mais velho de Rahim Younessi, uma de suas vítimas, segundo a agência de notícias France Presse.

Depois, as autoridades convidaram Milad Kahani, mãe de uma das crianças mortas, para colocar a corda em volta do pescoço dele.

Os crimes de Mohammad Bijeh e seu cúmplice, Ali Baghi, dominaram as atenções da mídia iraniana.

Segundo os relatos, eles atraíam as crianças para o deserto ao sul de Teerã com promessas de que iriam caçar animais.

No deserto, eles envenenavam ou golpeavam suas vítimas, abusavam delas sexualmente e depois as enterravam em covas rasas.

Eles foram considerados culpados pelo assassinato de pelo menos 20 pessoas, mas os moradores locais acham que o número de vítimas é maior.

Baghi foi condenado a 15 anos de prisão.

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