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Irã 'enganou ONU' sobre programa nuclear | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU afirma que o Irã admitiu ter tentado fabricar plutônio, um dos ingredientes usados na produção de bombas nucleares, até 1998, apesar de o país ter dito que os experimentos haviam sido encerrados em 1993. A afirmação foi feita pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, num relatório preliminar. Analistas dizem que a descoberta vai aumentar suspeitas de que o Irã está tentando desenvolver uma bomba nuclear – acusação que o país nega. O favorito às eleições presidenciais no Irã – que ocorrem nesta sexta-feira - Hashemi Rafsanjani, disse à BBC que o seu país não forneceu informações sobre toda a sua atividade nuclear. Uso pacífico "É possível que, algumas vezes, o Irã não tenha relatado suas atividades", disse. Ele também acusou a AIEA de negligenciar seus deveres de ajudar o Irã a fazer uso pacífico da tecnologia nuclear. Rafsanjani, que já foi presidente do Irã, afirmou que seu país não vai abandonar seu programa nuclear. Mas ele disse não haver risco de guerra contra os Estados Unidos, porque o Irã não está desenvolvendo uma bomba nuclear. Ele disse que o presidente americano, George W. Bush, recentemente aceitou que o Irã continue a enriquecer uma quantidade limitada de urânio como parte de seu programa. O relatório da AIEA, que deve ser divulgado nesta quinta-feira, afirma que o Irã adquiriu uma tecnologia que poderia ser usada para fazer armas nucleares mais cedo do que anteriormente divulgado. "Isso é material nuclear e, mais uma vez, quando o Irã está acuado, a história muda", disse à agência de notícias Reuters um diplomata ocidental que faz parte da diretoria da AIEA. O Irã está tentando pôr fim a dois anos de investigações feitas pela ONU em seu programa nuclear, que, segundo o país, tem apenas fins pacíficos. |
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