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Presidente do Irã vê esforço para sabotar eleição | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Irã, Mohammad Khatami, fez um alerta para o que chamou de “movimento organizado” para prejudicar as eleições desta sexta-feira, que vão escolher seu sucessor. Ele lançou o alerta nesta quinta-feira, depois do encerramento da campanha eleitoral no país. “Parece que há um movimento organizado para prejudicar o glorioso processo eleitoral”, disse Khatami, em uma carta divulgada pela mídia oficial. Ele não identificou quem estaria por trás desta interferência. Mas disse que ela se manifesta por meio da “interrupção de encontros, agressões, panfletagem ilegal e a disseminação de mentiras para arruinar as reputações dos candidatos, sem importar suas inclinações políticas”. Campanha "desonesta" Além da violência registrada durante a campanha eleitoral, o Irã foi atingido por uma série de ataques a bomba nos últimos dias, que mataram cerca de dez pessoas. Por sua vez, o candidato que aparece como favorito para vencer o pleito, o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, disse que uma campanha desonesta está sendo promovida contra ele por um oponente “bem financiado”, que ele não quis identificar. Segundo as pesquisas de intenção de voto, Rafsanjani, tido como um pragmático, tem como rivais mais próximos o ex-chefe da polícia Mohammad Baqer Qalibaf, considerado conservador, e o reformista Mostafa Moin. As projeções indicam que nenhum deles conseguirá mais de 50% dos votos válidos, o que implicaria na realização de um segundo turno no dia 1º de julho. Desistência Um candidato, o ex-chefe da Guarda Revolucionária Mohsen Rezai, abandonou a disputa na quarta-feira, supostamente para aumentar as chances de outros candidatos tidos como direitistas. Os sete candidatos remanescentes constituem uma mistura entre reformistas e conservadores. Rafsanjani, que foi presidente entre 1989 e 1997, é visto como um dos que têm mais chances de atrair votos em ambos os lados do espectro político. A campanha se encerrou na manhã desta quinta-feira. Os candidatos concentraram grande parte de seus esforços nos eleitores jovens, que compreendem 50% dos 67 milhões de habitantes do país. Khatami venceu com facilidade as eleições de 1997 e 2001, concorrendo com uma plataforma reformista. Mas a apatia tomou conta de boa parte do eleitorado depois que o governo não conseguiu tornar realidade muitas das mudanças que havia prometido durante a campanha. |
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