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Urnas fecham no Irã após votação ser estendida 4 vezes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As urnas foram fechadas no Irã às 22h30 (hora local, 14h30 em Brasília), depois de o governo ter prorrogado quatro vezes o horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais. No total, o prazo foi ampliado por três horas e meia devido ao grande comparecimento de eleitores. Segundo autoridades, perto do horário inicial de fechamento das urnas (19h em Teerã, 11h30 em Brasília), um grande número de eleitores começou a procurar as seções eleitorais. As primeiras informações sobre o comparecimento e a votação dos candidatos devem ser divulgadas nas próximas horas. Há 47 milhões de eleitores habilitados no Irã, onde o voto não é obrigatório. Uma grande participação eleitoral poderia dar mais poder ao presidente que for eleito - o ex-presidente moderado Hashemi Rafsanjani ou o prefeito de Teerã, Mahoud Ahmadinejad, da linha dura - e mais legitimidade ao sistema político iraniano. A participação no primeiro turno ficou acima de 60%. Fraude Um porta-voz do governo disse que uma alta autoridade do Ministério do Interior "viu fraudes acontecendo, entrou em uma briga com fiscais de um candidato e acabou preso pela polícia" em uma zona eleitoral no Sul de Teerã. Ele disse que um representante do governo regional na província de Lorestan foi preso em circunstâncias semelhantes. A agência de notícias France Presse diz que vários fiscais que trabalham para o ex-presidente Rafsanjani também foram presos, citando informações de um assessor do candidato. O assessor disse que "alguns foram agredidos fisicamente", mas que a maioria já teria sido libertada. Disputa Os conservadores conseguiram ir bem mais longe do que inicialmente se previa. O prefeito Ahmadinejad surpreendeu quando passou para o segundo turno e surpreendeu mais ainda ao chegar ao dia da última votação com reais chances de vitória. Alguns analistas ainda apostam na vitória de Rafsanjani, argumentando que quem votou para candidatos reformistas no primeiro turno não vai, de jeito nenhum, apoiar Ahmadinejad. No entanto, as pesquisas eleitorais apontam uma disputa apertada, que estaria colocando em campos opostos dois grupos: os mais pobres votando para Ahmadinejad, e as classes média e alta preferindo Rafsanjani. |
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