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Candidato derrotado no Irã fala de 'truques ilegais' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Akbar Hashemi Rafsanjani, o candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais do Irã disse que ocorreram truques ilegais de campanha. Em sua primeira declaração pública depois da vitória, o clérigo considerado moderado, afirmou à agência de notícias ISNA que "todos os meios do regime foram usados de forma organizada e ilegal para intervir na eleição". "Não pretendo entrar com uma reclamação junto aos juízes (eleitorais), que mostraram que não podem ou não querem fazer nada. Entrei na eleição apenas para servir à revolução, ao Islã, ao Irã e ao povo iraniano." Rafsanjani condenou "aqueles que gastaram centenas de bilhões de rials do dinheiro do povo para difamar a mim e à minha família". "Espero que o país se livre destes inimigos sem lógica ou fé", disse Rafsanjani. Akbar Hashemi Rafasanjani, de 70 anos, foi presidente do Irã entre 1989 e 1997. Ele era o favorito e se declarava um liberal disposto a se aproximar do ocidente. Entretanto, o candidato derrotado afirmou que todos devem ajudar o presidente eleito, o conservador Mahmoud Ahmadinejad, que atualmente é o prefeito de Teerã e venceu com 62% dos votos. 'Moderno' Depois de sua vitória, Ahmadinejad afirmou que planeja criar um país modelo "moderno, avançado e islâmico" para o resto do mundo, "uma sociedade islâmica exemplar, desenvolvida e poderosa". Cerca de 22 milhões de eleitores compareceram às urnas no segundo turno, um comparecimento de 60% do eleitorado, o que significou uma queda dos 63% de comparecimento registrados no primeiro turno, na semana passada. O voto no Irã não é obrigatório. Ahmadinejad, de 49 anos, fez de sua campanha uma plataforma para o conservadorismo islâmico e surpreendeu muitos observadores ao derrotar cinco outros candidatos no primeiro turno. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, descreveu a vitória de Ahmadinejad como "uma profunda humilhação" para os Estados Unidos. Ahmadinejad também prometeu lutar contra a corrupção e resistir à "decadência ocidental". Reações O Departamento de Estado americano disse que a eleição do conservador Mahmoud Ahmadinejad à Presidência do Irã mostra que o país está "em descompasso" com a liberdade "tão aparente" em outros países da região, como Iraque, Afeganistão e Líbano. "Essas eleições tinham problemas desde o início, com a decisão de uns poucos que não são eleitos de recusar as candidaturas de mais de mil candidatos, incluindo 93 mulheres", afirmou uma porta-voz do Departamento, Joanne Moore. Moore disse ainda que o governo americano permanece cético quanto ao interesse das autoridades iranianas de agir de acordo com as necessidades do seu próprio povo ou de responder às preocupações da comunidade internacional. Os Estados Unidos acreditam que a população iraniana tem o direito de fazer as suas próprias decisões e determinar o próprio futuro, disse a representante americana. O ministro do Exterior britânico, Jack Straw, disse que ocorreram "graves deficiências" no processo eleitoral. "Espero que durante a presidência de Ahmadinejad o Irã tome medidas para tratar da preocupação da comunidade internacional a respeito do programa nuclear do Irã", disse. |
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