 |  Ahmadinejad prometeu conter influência ocidental no país |
O Departamento de Estado americano disse que a eleição do conservador Mahmoud Ahmadinejad à Presidência do Irã mostra que o país está "em descompasso" com a liberdade "tão aparente" em outros países da região, como Iraque, Afeganistão e Líbano. "Essas eleições tinham problemas desde o início, com a decisão de uns poucos que não são eleitos de recusar as candidaturas de mais de mil candidatos, incluindo 93 mulheres", afirmou uma porta-voz do Departamento, Joanne Moore. Moore disse ainda que o governo americano permanece cético quanto ao interesse das autoridades iranianas de agir de acordo com as necessidades do seu próprio povo ou de responder às preocupações da comunidade internacional. Os Estados Unidos acreditam que a população iraniana tem o direito de fazer as suas próprias decisões e determinar o próprio futuro, disse a representante americana. A vitória de Mahmoud Ahmadinejad surpreendeu analistas, que não esperavam nem que ele passasse para o segundo turno. Atual prefeito de Teerã, Ahmadinejad baseou a sua campanha em um discurso fortemente religioso, com promessas de manter a ervolução islâmica no país e conter a influência do Ocidente. O seu adversário, o reformista Akbar Hashemi Rafsanjani, defendia uma aproximação com o Ocidente, mas, segundo resultados preliminares, ficou bem atrás do conservador. Ao votar, Ahmadinejad disse que esta sexta-feira marcava "o início de uma nova era política para a nação iraniana". |