BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 20 de dezembro, 2003 - 19h54 GMT (17h54 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Governo líbio começa a acertar o desarmamento
Coronel Muammar Khadafi
Khadafi negociou decisão por meses com a Grã-Bretanha

O secretário da Comissão Nacional de Pesquisa Científica da Líbia se encontrou neste sábado com o presidente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena.

Este foi o primeiro encontro depois do anúncio do líder líbio, Muammar Khadafi, de terminar os programas de produção de armas de destruição em massa no seu país.

Segundo o porta-voz da AIEA, Mark Gwozdecky, o chefe da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), Mohammed El Baradei, se encontrou com o representante líbio para "discutir o desejo do governo da Líbia de eliminar o seu programa de armas de destruição em massa".

Acredita-se que durante o encontro, a AIEA tenha tentado verificar de que forma a Líbia pretende transformar a sua promessa em realidade.

O único outro país que já tomou a iniciativa da Líbia foi a África do Sul, que destruiu o seu programa de armas nucleares sob supervisão da AIEA com o fim do regime Apartheid.

Repercussão

O presidente George W. Bush afirmou que o anúncio de Khadafi pode servir como exemplo para outros países sobre como fortalecer as suas relações com os Estados Unidos.

"Líderes que abandonam a busca por armas biológicas, químicas e nucleares e por meios de lançá-las vão encontrar uma porta aberta para estabelecer melhores relações com os Estados Unidos e outros países", disse Bush.

"A promessa do coronel Khadafi, uma vez cumprida, vai deixar o nosso país mais seguro e o nosso mundo mais pacífico", completou o americano.

O premiê britânico, Tony Blair
Blair: 'Decisão dá à Líbia direito de voltar à comunidade internacional'

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, foi o primeiro a confirmar a decisão inesperada de Khadafi e a qualificou de "um momento histórico e corajoso, que eu aplaudo".

Nesta sexta-feira, o seu ministro do Exterior, Jack Straw, acrescentou que a decisão de Khadafi mostra "a enorme coragem e capacidade de estadista" do líder líbio.

Mais cauteloso, o ministro do Exterior de Israel, Silvan Shalom, disse que o anúncio pode ser um passo positivo, desde que a Líbia cumpra o que prometeu.

Já o colega egípcio de Shalom, Ahmed Maher, classificou a decisão de "um exemplo para outros países da região".

O líder da Liga Árabe, Amr Musa, aproveitou para exigir que agora o governo de Israel também seja obrigado a se submeter à legislação internacional de não-proliferação nuclear.

Na Europa, o ministro do Exterior francês, Dominique de Villepin, descreveu o acordo como "um sucesso para toda a comunidade internacional", mas acrescentou que os líbios têm agora que honrar o compromisso de indenizar as famílias das vítimas do bombardeio de um vôo comercial francês, em 1989.

Representantes espanhóis e italianos também aplaudiram a decisão.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade