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Governo líbio começa a acertar o desarmamento
O secretário da Comissão Nacional de Pesquisa Científica da Líbia se encontrou neste sábado com o presidente da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena. Este foi o primeiro encontro depois do anúncio do líder líbio, Muammar Khadafi, de terminar os programas de produção de armas de destruição em massa no seu país. Segundo o porta-voz da AIEA, Mark Gwozdecky, o chefe da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), Mohammed El Baradei, se encontrou com o representante líbio para "discutir o desejo do governo da Líbia de eliminar o seu programa de armas de destruição em massa". Acredita-se que durante o encontro, a AIEA tenha tentado verificar de que forma a Líbia pretende transformar a sua promessa em realidade. O único outro país que já tomou a iniciativa da Líbia foi a África do Sul, que destruiu o seu programa de armas nucleares sob supervisão da AIEA com o fim do regime Apartheid. Repercussão O presidente George W. Bush afirmou que o anúncio de Khadafi pode servir como exemplo para outros países sobre como fortalecer as suas relações com os Estados Unidos. "Líderes que abandonam a busca por armas biológicas, químicas e nucleares e por meios de lançá-las vão encontrar uma porta aberta para estabelecer melhores relações com os Estados Unidos e outros países", disse Bush. "A promessa do coronel Khadafi, uma vez cumprida, vai deixar o nosso país mais seguro e o nosso mundo mais pacífico", completou o americano.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, foi o primeiro a confirmar a decisão inesperada de Khadafi e a qualificou de "um momento histórico e corajoso, que eu aplaudo". Nesta sexta-feira, o seu ministro do Exterior, Jack Straw, acrescentou que a decisão de Khadafi mostra "a enorme coragem e capacidade de estadista" do líder líbio. Mais cauteloso, o ministro do Exterior de Israel, Silvan Shalom, disse que o anúncio pode ser um passo positivo, desde que a Líbia cumpra o que prometeu. Já o colega egípcio de Shalom, Ahmed Maher, classificou a decisão de "um exemplo para outros países da região". O líder da Liga Árabe, Amr Musa, aproveitou para exigir que agora o governo de Israel também seja obrigado a se submeter à legislação internacional de não-proliferação nuclear. Na Europa, o ministro do Exterior francês, Dominique de Villepin, descreveu o acordo como "um sucesso para toda a comunidade internacional", mas acrescentou que os líbios têm agora que honrar o compromisso de indenizar as famílias das vítimas do bombardeio de um vôo comercial francês, em 1989. Representantes espanhóis e italianos também aplaudiram a decisão. |
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