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Líbia abandonará armas de destruição em massa, diz Blair
A Líbia declarou possuir e ter a intenção de abandonar seu programa de armas de destruição em massa, segundo o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. O premiê disse que a decisão, tomada pelo coronel Muammar Khadafi, é uma decisão que ele "aplaude". O líder líbio teria dito a ele que o processo de desmantelamento do programa seria ''transparente e verificável'', afirmou Tony Blair em um pronunciamento transmitido da catedral da cidade de Durham, na Inglaterra. O alcance de todos os mísseis da Líbia ficaria restrido a ''não mais de 300 km'', ele acrescentou. Segredo Os Estados Unidos e seus aliados suspeitavam que a Líbia tinha, secretamente, um programa para desenvolvimento de armas de destruição em massa. Entretanto, a Líbia sempre negou tais alegações, afirmando que tinha apenas instalações para pesquisas farmacêuticas ou agrícolas. Segundo Blair, a admissão da Líbia foi feita em março e, desde então, os dois países vinham negociando secretamente o abandono pela Líbia de seu programa. As negociações começaram depois de a Líbia ter aceitado pagar uma indenização para as vítimas do atentado contra um avião da empresa aérea Pan Am, que caiu sobre a cidade de Lockerbie, na Escócia. Bush ''A Líbia veio até nós em março, depois do sucesso das negociações sobre Lockerbie, para verificar se poderia resolver a questão das armas de destruição em massa da mesma forma cooperativa'', disse Blair. Ainda de acordo com Blair, a Líbia vai aderir aos tratados internacionais de controle de armas e aceitará inspeções de agências internacionais. O presidente americano, George W. Bush, confirmou o anúncio na Casa Branca em Washington e afirmou que Khadafi tinha concordado ''imediatamente e incondicionalmente'' que os inspetores internacionais de armas devem ir à Líbia. ''Uma vez que o coronel Khadafi cumprir seu compromisso, o nosso país estará mais seguro e nosso mundo, mais pacífico'', disse Bush. ''Líderes que abandonam a busca por armas biológicas, químicas e nucleares vão encontrar um caminho aberto para melhores relações com os Estados Unidos e outras nações'', acrescentou. |
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