BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 02 de dezembro, 2003 - 10h21 GMT (08h21 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Secretário-geral da OEA 'passou do limite', diz Chávez

Centenas de milhares de opositores de Chávez fizeram fila para participar de
Centenas de milhares de opositores de Chávez fizeram fila para participar de abaixo-assinado

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou as declarações do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), César Gavíria, que negou ter encontrado indícios de fraude na campanha lançada pela oposição por um referendo sobre o mandato do presidente.

"Gavíria disse que não havia nada de anormal e disse algo muito mais grave: defendeu a liderança da oposição. Creio que passou do limite. Quem, como observador, não é imparcial, perde qualquer moral", afirmou Chávez.

Em entrevista à BBC, Gavíria afirmou que o processo de coleta de assinaturas na Venezuela ocorreu "com muita normalidade, muita tranqüilidade".

"Claro que Gavíria não viu anormalidades, porque houve assinaturas fantasmas, invisíveis", rebateu o presidente venezuelano.

'Firmazos'

Tanto os seguidores quanto os opositores do presidente venezuelano festejaram o fim da campanha pela coleta de assinaturas até as primeiras horas desta terça-feira.

Em uma zona residencial da parte leste da capital, Caracas, os anti-chavistas comemoravam a suposta derrota do rival e o triunfo que se atribui aos chamados "firmazos", a coleta de assinaturas.

Já o presidente da Venezuela e os chavistas celebraram nas portas do palácio presidencial, no populoso centro de Caracas, o suposto fracasso da iniciativa da oposição.

Os dois setores divulgarão nesta terça-feira seus próprios números sobre a coleta de assinaturas.

O diretor do comitê eleitoral, Jorge Rodríguez, alertou que não se pode confiar em nenhum dos números divulgados até agora e que as únicas cifras válidas serão as que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) revelar em janeiro.

Rodríguez afirma que o número oficial vai "ridicularizar" as cifras divulgadas tanto pelo governo quanto pela oposição.

Requisitos

Os números oficiais só serão conhecidos depois que o CNE apurar e anular as assinaturas duplicadas e falsificadas e aquelas que não cumpram certos requisitos.

O líder da oposição Henry Ramos Allup disse que foram coletadas 4 milhões de assinaturas e não reconheceu as 2,6 milhões de assinaturas que os "chavistas" dizem ter conseguido.

Da mesma forma, Chávez asegurou que nem com uma "megafraude" a oposição conseguiu o mínimo de 2,4 milhões necessários para submetê-lo a um referendo, que poderia acontecer no primeiro semestre de 2004.

Chávez mostrou documentos de identidade de "falecidos que assinaram", mencionou estrangeiros e venezuelados que não tinham autorização de participar do documento e que o fizeram e também outros que assinaram o documento mais de uma vez.

O presidente venezuelano afirmou ainda que idosos foram chantageados com a não entrega de alimentos caso não assinassem o documento.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade