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Atualizado às: 28 de novembro, 2003 - 18h45 GMT (16h45 Brasília)
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Venezuelanos fazem fila por plebiscito sobre Hugo Chávez

Manifestante exibe bandeira da Venezuela
Venezuelanos discutem futuro de Chávez no fim de semana

Milhares de pessoas formaram filas em várias de cidades da Venezuela, nesta sexta-feira, para coletar assinaturas pela realização de um plebiscito que pode definir o futuro do presidente Hugo Chávez.

A oposição tem até segunda-feira para recolher o número mínimo de assinaturas (2,5 milhões) necessárias para que o plebiscito seja realizado.

Caso ele seja aprovado, os eleitores poderão votar pela saída de Chávez do poder e pela realização de novas eleições.

A procura pelas seções de coleta de assinaturas é grande. Apenas em uma seção no centro de Caracas, a oposição diz que já foram recolhidas, no primeiro dia, 50% das assinaturas esperadas para os quatros dias de recolhimento.

Embora seja um momento crucial de uma longa crise política, os venezuelanos estão encarando de forma festiva e aliviada o processo.

"Ninguém aguenta mais viver nessa tensão, e agora seja o que Deus quiser", disse Ybeyse Gomes, 64 anos, na fila da mesa instalada na Av. Romulo Gallegos, no centro da capital, Caracas.

Descontente com o governo de Hugo Chávez, ela espera que sejam reunidas as 2,5 milhões de assinaturas necessárias para que presidente seja submetido a um referendo.

Apesar da descontração com que eleitores estão encarando a votação, no início da manhã surgiram problemas em algumas seções de votação.

Às 6h da manhã, 800 mil planilhas deveriam estar disponíveis nas seções, mas até 8 horas, 45% dos centros de coleta ainda não haviam sido abertos.

Na quinta-feira, a política realizou uma busca na empresa de entregas Zoom, alegando que ela estava escondendo material de propaganda ilegal.

Os funcionários protestaram mostrando o que consideram suas armas: canetas para assinar a consulta popular.

Para evitar o risco de impugnação das assinaturas, a oposição colocou computadores perto das mesas para que cada eleitor possa verificar como está registrado seu nome no Conselho Nacional Eleitoral.

Também estão entregando cartões para que as pessoas anotem o número da planilha que assinaram. Esse material, na opinião do governo, fere as regras da consulta, mas nenhum movimento foi feito para impedi-lo.

Para evitar conflitos entre "chavistas" e seus adversários, 60 mil militares foram convocados nas ruas, 2,5 mil bombeiros estão de prontidão e 12 mil policiais estão policiando a capital.

A coleta de assinaturas – que está ocorrendo em 2.680 mesas espalhadas por 335 municípios – acaba na segunda-feira. Ela esta sendo acompanhada por 600 observadores internacionais e 700 jornalistas.

É olhada de perto também por todos os países que tem algum interesse na Venezuela e no futuro do país.

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