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Oposição a Chávez lança ofensiva por referendo
A oposição venezuelana recebeu a chegada desta sexta-feira com fogos de artifício nos céus de Caracas, na expectativa de que a data marque o início da contagem regressiva para tirar o presidente Hugo Chávez do poder. Às 4h da manhã, 300 mil voluntários começaram a se espalhar pelos 335 municípios do país. Eles vão controlar as 2.680 mesas em que até a próxima segunda-feira serão recolhidos abaixo-assinados que pedem um referendo para revogar o o mandato do presidente, previsto para acabar no final de 2006. A oposição, que precisa recolher pelo menos 2,5 milhões de assinaturas, está otimista. "Está tudo pronto para termos um êxito estupendo nessas jornadas", disse Antonio Ledezma, um dos diretores da Coordenadoria Democrática, que reúne os principais adversários de Chávez. O maior temor continua sendo o confronto entre chavistas e opositores. A violência envolvendo os dois lados provocou a morte de pelo menos 100 pessoas desde abril do ano passado, quando um golpe tirou Chávez do poder por 47 horas. Fim da lua-de-mel O clima de lua-de-mel entre as partes durou apenas até o último fim de semana, e o presidente voltou a ameaçar as emissoras de televisão. Chávez exige que a imprensa seja "equilibrada" na cobertura da consulta popular. "Oxalá comportem-se bem ou vou mandar cadeias de TV neles", disse o presidente. O líder venezuelano acusa as empresas de comunicação de não divulgarem as realizações positivas de seu governo. Como em ocasiões anteriores, a expectativa é de que os militantes chavistas organizem manifestações de apoio ao presidente. Para garantir a ordem pública, 60 mil soldados foram convocados. |
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