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Atualizado às: 01 de dezembro, 2003 - 04h03 GMT (02h03 Brasília)
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Chávez acusa oposição de preparar 'fraude'

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez
Presidente promete verificar uma a uma assinaturas pedindo referendo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou a oposição de estar preparando uma "megafraude".

Nos últimos quatro dias seus adversários estão tentando reunir as 2,5 milhões de assinaturas necessárias para pedir um referendo que poderá abreviar seu mandato.

“Existe uma tentativa de megafraude que nem o povo nem nós bolivarianos vamos tolerar. Lamentavelmente, estão surgindo elementos que tendem a manchar o processo” , afirmou.

O presidente anunciou que vai exigir que as assinaturas e as impressões digitais, sejam verificadas uma a uma.

As declarações não surpreenderam a oposição que já alertara para o risco de que o presidente tentasse impugnar o processo.

Aeroportos

A tensão aumentou no domingo, depois que o ministro da Defesa, José Luis Prieto, foi para a televisão e, junto com o alto-comando das Forças Armadas, anunciou o fechamento de dois aeroportos civis da capital por razões de segurança.

A oposição alertou para o fato de que os aeroportos estavam sendo usados para receber as planilhas com assinaturas vindas do interior do país.

No final do dia, ficou acertado que observadores da Centro Carter e da

Organização dos Estados Americanos (OEA) iriam ao aeroporto de Maiquetía, próximo à capital, para garantir a entrega das planilhas.

Apesar das palavras do presidente, o secretário-geral da OEA, César Gavíria, tratou de pôr panos quentes na crise na noite de domingo e afirmou que a coleta está se dando de forma “limpa” e que o “processo não pode perder sua legitimidade por incidentes isolados”.

Desde que começou a coleta de assinaturas, oposição e governo têm protagonizado uma verdadeira batalha infomativa.

Filas 'virtuais'

De um lado os ministros de Chávez alegam ser “virtuais” as imensas filas que se podiam verificar na maioría das 2.860 mesas espalhadas pelo país.

Também alegam que empresas privadas estariam chantageando os que não se manifestarem pela saída do presidente.

A oposição garante já ter conseguido as assinaturas necessárias, apesar do atraso na abertura dos centros de coleta e de denunciarem constrangimento dos eleitores por parte de militares.

Como em muitas mesas as planilhas acabaram antes do tempo, os adversários de Chávez contrataram ônibus para transportar os eleitores a outros centros e assim tentar garantir a participação.

Para o advogado e principal redator da atual constituição venezuelana, German Escarra, o tom combativo do presidente não foi surpresa.

“O debate, ainda que politico, vai se mover num cenário jurídico com a intenção de prorrogar ao máximo e tornar inútil o exercício revocatório."

Seu prognóstico é que, mesmo sendo obrigado a aceitar submeter-se à consulta popular, Chávez tentaria adiar o processo para depois do dia 19 de agosto do ano que vem.

Isso permitira ao vice-presidente, e seu principal aliado, assumir o governo até o final de 2006.

Para tanto, acrescenta, o presidente conta com o apoio do sala constitucional, órgão a quem caberá julgar um máximo recurso sobre o referendo.

“São cinco membros e todos são aliados do governo”, disse.

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