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Alca: O Brasil tem a mais a ganhar ou a perder participando?
A Alca – Área de Livre Comércio das Américas – tem provocado debates acirrados debates, dentro e fora do Brasil. Críticos da propostas dizem que ela pode prejudicar a indústria de países em desenvolvimento da região, como o Brasil. Os defensores do acordo comercial argumentam que todos os países ganhariam com a ampliação do mercado para seus produtos. Outra polêmica é sobre que setores o acordo deve abranger e que questões seriam discutidas em outras instâncias, como a OMC. Essas e outras questões fazem parte da pauta do encontra ministerial de 34 países do continente, que acontece em Miami. Mas e você? Qual é a sua opinião sobre a Área de Livre Comércio das Américas? Em que condições você acha que o Brasil deveria participar do bloco? Este fórum foi encerrado. Leia abaixo a opinião de internautas. "A Alca trará mais desvantagens do que vantagens para o Brasil, considerando que os acordos que os Estados Unidos firmaram até o momento com outros países somente trouxeram desvantagens, vejam o exemplo do México que além de não aumentar a taxa de emprego, visto que são milhares de mexicano indo para os Estados Unidos à procura de emprego, o valor do salário não apresenta melhora, por isso o Brasil não deve participar da Alca e deve fortalecer o Mercosul..." "Desde que o País saia ganhando agora e no futuro, a Alca será bem vinda." Paulo Roberto Fernandes, Brasília "Alca nada mais é do que a anexação dos países da América Latina ao imperalismo norte-americano, que vem para tirar direitos e ameaçar a soberania política e cultural destes povos, sendo uma forma de recolonização e um atraso no desenvolvimento das nações latino-americanas." "Globalização existe desde o começo dos tempos. O que foram as Grandes Navegações? O Brasil tem potencial para participar das grandes negociações de maneira a ganhar em desenvolvimento. Só que, para isso, gostaria que os nossos líderes soubessem o que querem. É preciso haver planejamento e certamente haverá perdas. Mas elas serão maiores do que as perdas pela não participação no comércio internacional." "A Alca é, sem dúvida, essencial para o Brasil em suas relações comerciais, porém o Mercosul e a União Européia são grandes mercados dos quais o Brasil não pode se distanciar. É preciso ser cauteloso na tomada de decisões para não abrir mão de um pelo outro, ou seja, Mercosul e Alca devem estar sempre em nossa pauta de negociações e não apenas um deles." "O comércio internacional deve ser ampliado sistematicamente, e as leis protecionistas devem ser combatidas, venham de onde vierem ( Estados Unidos ou Europa), o que pode prejudicar, e muito é uma abertura muito rápida desse comércio. Com a abertura, o Brasil pode adquirir mais facilmente bens de produção, que irão tornar mais competitiva nossa produção industrial, como por ex. nossa produção de aço, suco de laranja e soja." "A Alca, tal como está posta, não deve ser aceita. Primeiramente, se a Alca tivesse mesmo como missão a integração dos países americanos, Cuba não estaria à deriva deste acordo. Que espécie de integração é essa?" Felipe de Oliveira, Ceilândia, (DF) "Do jeito que está formulada a Alca, qualquer país irá se tornar uma colônia norte-americana, pois eles só querem negociar aquilo que interessa a eles. Conheço muitos mexicanos e, pra eles, a coisa não melhorou nada com o Nafta." Milton Moreira de Araújo, Curitiba (PR) "Sou favorável à entrada do Brasil na Alca, mas há de se ajustar alguns setores, como o agrícola e do aço, onde o protecionismo americano está em situação previlegiada. Esses ajustes, entretanto, têm que estar ligado à área comercial e não a disputas diplomáticas." "A Alca é bastante interessante. Uma iniciação comercial que pode trazer muitos benefîcios aos países em desenvolvimento. O agravante no processo são as duras regras impostas por americanos e europeus. O protencionismo é o maior entrave no processo." "Em nenhuma condição, devido à fragilidade de nossa indústria em relação às indústrias americanas; até porque, país se desenvolveu exportando produtos agrícolas." "O Brasil pode até participar, mas sempre defendendo os interesses da nação. Deve colocar todos os pontos em discussão e, caso eles aceitem nossas reivindicações, poderemos até fazer um acordo. A Alca como eles estão querendo só irá beneficiar os Estados Unidos, pois se não fosse, eles não estariam tão interessados no Brasil. Devemos ser fortes e defender os interesses da nossa população, não o dos imperalistas." "Tenho o mesmo conceito do presidente Hugo Chávez: acho que o Brasil está indo muito bem e não deveria aderir à Alca, pois os americanos, com certeza, não farão nenhuma concessão a los bananas latinos, e certamente apenas eles serão beneficiados com a Alca..." "Só concordaria com os que fazem coro contra a Alca, se fizer a pergunta ao México se ele quer sair do Nafta ele disser sim." "Claro! O Brasil deve participar sim! Mas exigindo o direito de invadir os Estados Unidos assim como os europeus fizeram quando invadiram e saquearam as Américas (e outras partes do mundo...) e não simplesmente para vender produtos agrícolas, matéria-prima e comprar lixo industrial!!" "Se tirarmos proveito disso, será bom. Porém, os Estados Unidos já fazem uma "Alca" através de acordos bilaterais com países da América do Sul, e também com outros países. Eu não acho que os Estados Unidos vão parar de negociar com a União Européia para privilegiar a Alca, ou que qualquer coisa neste sentido acontecerá. Isso demonstra que a Alca nunca ficará em primeiro plano." "Tenho algumas restrições em relação ao tema, porém, não descarto a possibilidade desde que o governo brasileiro saiba negociar e jamais permitir que nenhum brasileiro venha a sofrer com mercados financeiros exploradores." "O Brasil deve participar porque não podemos fugir de uma economia globalizada. Pode perder em alguns setores, mas os ganhos são maiores." Cícero Francisco de Brito, Arapiraca (AL) "O Brasil não deve participar da Alca e sim procurar se aproximar de países que têm uma economia parecida com a dele, como a China e Índia, por exemplo. Enfim, procurar alternativas ao domínio econômico norte-americano e também europeu." "O Brasil não deve participar da Alca, ou pelo menos deve adiar sua implantação ou fazer com que ela seja menos abrangente. Pois a essa área de livre comércio só atende aos interesses dos Estados Unidos, que ainda não desistiram de implantar de fato a velha 'doutrina de Monroe' e seu projeto colonialista absurdamente fundamentado na teoria do 'destino manifesto' do povo americano. Até agora o Brasil tem conseguido manter pelo menos parte de suas reivindicações. Espero, de todo o coração, que o nosso país consiga vencer essa luta de Davi contra Golias, e trilhe um caminho de desenvolvimento adequado à realidade de seu povo." "Sou contra a Alca por diversos motivos. Primeiro, fico temeroso se as indústrias brasileiras terão como competir com a entrada de vários produtos com menor preço no nosso mercado. É mais uma forma de dominar, não só economicamente, mas culturalmente." "A unificação dos interesses comerciais das Américas, no atual contexto, quando a Europa se organiza em bloco para fazer frente à maior potência mundial, é necessária para evitar o unilateralismo. Se os governantes das Américas insistirem em suas divergências ideológicas, os países em desenvolvimento e sub-desenvolvidos ficarão isolados e sem voz." "O Brasil não deve, em hipótese alguma, sair da negociação da Alca. Deve sim impor suas propostas, como a 'Alca light', deve se romper o protencionismo norte-americano, não aceitando suas propostas de forma integral. Fazendo um bom acordo, o bloco pode trazer para o Brasil o tão sonhado crescimento econômico e social." "Antes de tudo temos que ser realistas! Mesmo os brasileiros sendo particularmente contra a Alca, infelizmente e inevitavelmente ela vai se consolidar, pela enorme dependência econômica que o nosso país tem com os Estados Unidos." "Discordo da Alca na forma que está sendo proposta pelos americanos. Se eles de fato aplicarem a política de livre comércio, não vejo por que não participar. Mas o que vemos é a defesa do livre comércio para os outros países e protecionismo para os produtos americanos. Além do mais qual foi a vantagem de fato para os mexicanos e canadenses se associarem aos Estados Unidos? Aumento da concentração de renda no México, degradação de salários e condições de trabalho e, pela primeira, vez estamos ouvindo falar de crise e desemprego no Canadá." "Não pois, na minha opinião, o Brasil perderia muito mercado no setor industrial, apesar de ganhar na agricultura. Porém, devemos levar em conta que os setores que mais geram emprego no Brasil, são a indústria e o setor de serviços. Entrando na Alca, o Brasil poderia enfrentar um número de desempregados ainda maior!" "O Brasil deve participar da Alca, pois apostar no isolacionismo com forma de proteção é uma quimera da esquerda. Vejam o Japão antes da era Meji e o Reino Hermético da Coréia no séc. XIX ..." "Não, o Brazil não deve e não pode entrar na Alca. Na minha oponião ele deve é fortalecer o Mercosul e buscar acordos com outros blocos como a UE, visto que se ele entrar na Alca, será apenas um quintal dos Estados Unidos." "Devemos ser cuidadosos e visar a nossos interesses. No que for bom, aderimos, no que não nos favorecer, negociamos. Acima de tudo, acho que quem mais vai ganhar são os Estados Unidos, que são os pais da idéia." "O Brasil está situado no cinturão verde do mundo. Tem tudo para concorrer fortemente na área agrícola. Nos setores de tecnologia investiu pouco em conhecimento no pós-guerra e terá dificuldade nesta área, comparado aos países do hemisfério norte (USA e Canadá). Em relação à América Latina e Caribe, tem vantagens comparativas bem superiores na maioria dos setores da indústria e de um modo geral. Enfim, tudo dependerá das negociações e este é o grande desafio do governo, colocando hábeis negociadores no front externo." "A solução é o contrário: os Estados Unidos devem entrar na Alca com concessões, quer dizer, que o mais rico deve dar o primeiro passo. Não são eles que promovem a Alca?" "Sou a favor do Brasil procurar outros caminhos fora da dependência do Tio Sam." "O Brasil deve participar, mas de forma digna, defendendo os interesses do Brasil, sem submissão aos interesses e exigências dos Estados Unidos, visando ampliação do mercado e fortalecimento do nosso país." |
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