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Miami impõe restrições a protestos anti-Alca
A uma semana da reunião ministerial da Alca, Miami – cidade que será sede do evento – proibiu que manifestantes de rua levem objetos que possam ser usados como armas. A decisão proíbe que manifestantes carreguem, entre outros objetos, bolas de golfe, pedras, garrafas de vidro e lançadores de água. Foram proibidas ainda peças de metal, plástico ou de qualquer outro "material rígido". Além disso, foi imposta uma limitação à espessura da madeira dos cartazes. Críticos prometem tentar derrubar a medida na Justiça, alegando que ela contradiz a primeira emenda da constituição norte-americana, a que garante a liberade de expressão. Para o diretor legal da União Americana de Liberdades Civis da Flórida, Randall Marshall, a lei é "tão ampla que manifestantes podem ser presos por causa de uma chave". De forma menos controversa, a medida também proíbe o porte de armas de fogo. Grupos A proibição se aplica a grupos de mais de seis pessoas cuja intenção seja atrair atenção e interferir com o tráfego normal da cidade. As restrições também são válidas para encontros de mais de oito pessoas que durem mais de 30 minutos em espaços públicos abertos. O vice-encarregado chefe da polícia de Miami, Frank Fernandez, disse que os policiais "respeitarão os direitos das pessoas de expressarem suas opiniões." Os ministros do comércio de 34 países americanos se reunirão em Miami, do dia 16 a 21 deste mês, para discutir a criação da Área de Livre Comércio das Américas, a Alca, cuja formação está prevista para 2005. Estima-se que crca de 20 mil pessoas protestem contra a Alca durante o encontro. A medida é permanente, e continuará em vigor após o encontro. |
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