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Atualizado às: 20 de novembro, 2003 - 14h43 GMT (12h43 Brasília)
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EUA querem dividir o Mercosul na negociação da Alca, diz 'Clarín'

O jornal argentino Clarín destacou nesta quinta-feira as estratégias adotadas pelos Estados Unidos para "dividir os países do Mercosul" na negociação da Alca.

Especificamente, o jornal cita a polarização forçada entre Brasil e Argentina na véspera da reunião ministerial de Miami, que começa nesta quinta-feira e deve discutir os rumos da Área de Livre Comércio das Américas.

A reportagem, sob o título "Estados Unidos buscam dividir o Mercosul", afirma que os EUA aumentaram sua pressão sobre o bloco sul-americano com intenção de formar acordos bilaterais.

De acordo com o jornal, Robert Zoellick, representante dos EUA nas negociações, disse que os americanos vêem diferenças entre os países e que seu governo "apoiará a Argentina".

Ainda, o americano teria lembrado que a recuperação da economia argentina depende da performance de seu comércio e que os EUA teriam interesse em diminuir as barreiras comerciais com o país da América do Sul.

O Clarín diz que a estratégia é uma tentativa clara de dividir a Argentina e o Brasil, país que criticou a proposta americana de criação da Alca.

Bush em Londres

A visita do presidente George W. Bush à Grã-Bretanha segue em destaque nos jornais britânicos. O Financial Times diz que o líder americano está apelando para seu "maior amigo do mundo", utilizando uma frase do próprio Bush em um discurso após os atentados de 11 de setembro "de que a América não tinha amigo mais verdadeiro que a Grã-Bretanha".

Nesta quarta-feira, Bush destacou a importância do Reino Unido como aliado americano e explicou os pilares da política externa dos EUA, que seriam o compromisso com as organizações internacionais como a ONU e a Otan; o dever das nações livres de usar a força para conter agressão e o mal, em último caso; e a importância de expandir a democracia pelo mundo para conter o terrorismo e a tirania.

O presidente americano deixou claro que não vai desistir das operações no Iraque e no Afeganistão, sem tratar, no entanto, da intensificação dos ataques a soldados americanos no Iraque e da perspectiva de um caos generalizado no país.

Bush também tentou esvaziar a importância dos protestos contra sua presença em Londres. Com pitadas de humor, o presidente lembrou que a última celebridade americana a visitar a cidade ficou em uma caixa de vidro pendurada sobre o Tâmisa e comentou: “alguns poucos ficariam felizes em dar o mesmo tratamento para mim... Eu agradeço a rainha por interceder na questão”.

Bush não citou os outros países europeus de forma tão amistosa quanto tratou a Grã-Bretanha. Segundo o Financial Times, o presidente dos EUA repreendeu líderes europeus “que apóiam a velha administração palestina”, vista pela presidente americano como um "obstáculo à paz".

Já o alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung afirma que o discurso do presidente americano em Londres defendendo a guerra no Iraque "é digno de reflexão". "Naturalmente ninguém poderia esperar dele que demonstrasse remorso ou até mesmo contrição após o fim da guerra".

O jornal El Pais, em Madri, descreve o discurso do presidente americano como "estritamente para britânicos", uma opinião também compartilhada pelo semanário russo, Gazeta.

Economia

Na área econômica, o jornal francês Le Figaro destaca nesta quinta-feira o que chama de guerra entre o euro e o dólar americano. De acordo com o periódico de Paris, a briga entre as duas moedas ameaça a recuperação da economia. "A atitude de Washington em aparentemente permitir que o dólar despenque está devastando a já fragilizada economia européia e prejudicando suas exportações", diz o Le Figaro.

De acordo com outro jornal parisiense, Le Monde, a Europa precisa urgentemente encontrar seu próprio caminho na direção do crescimento em vez de confiar - como no caso do governo francês - nos efeitos importados do reaquecimento da economia americana.

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