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Texto de acordo para Alca é vago e ambíguo, diz 'Financial Times'
O jornal britânico Financial Times afirma nesta sexta-feira que a linguagem do esboço do novo acordo para a criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) é vaga e ambígua. De acordo com o jornal, em vez de estabelecer regras claras e objetivos desafiadores, o texto da proposta define metas que não são exigentes. O Financial Times diz que a verdadeira razão para que os Estados Unidos concordassem com a proposta foi a pressão do Brasil, que teria deixado claro a sua disposição de ver a reunião ministerial em Miami fracassar se as negociações não fossem conduzidas como o país queria. No entanto, o jornal afirma que a vitória diplomática do Brasil pode não ter valor se as negociações não progredirem na próxima reunião ministerial sobre a Alca. E, se isso ocorrer, o governo brasileiro dificilmente vai escapar da culpa por um fracasso. Ataques em Istambul O principal destaque desta sexta-feira na maior parte dos jornais europeus é a reação na região às imagens de morte e destruição deixadas pelos atentados contra alvos britânicos em Istambul. O jornal francês Libération diz que a Turquia foi cenário dos ataques porque trata-se de um país com uma democracia secular, membro da Otan e candidato à União Européia que compartilha "valores abominados pelo fanatismo islâmico". Na opinião do jornal, os atentados têm "a marca de Osama Bin Laden" e, junto com os ataques do último sábado contra sinagogas de Istambul, "seguem a lógica implacável da guerra racial e religiosa que ele declarou contra 'judeus e cruzados'". O Libération diz que, independente do que ocorrer no Iraque ou nos territórios palestinos, "as máquinas infernais de Bin Laden vão um dia destes atingir Berlim ou Paris, assim como atingiram Nova York e Istambul". Críticas a Lula Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times diz que, um ano depois de celebrar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de outubro de 2002, o movimento ambientalista agora acusa o presidente de traição. De acordo com o jornal, a relação entre o governo brasileiro e os ecologistas corre o risco de desmoronar em meio às acusações de ambientalistas de que Lula virou as costas a praticamente todas as causas ambientais importantes – desde o combate ao desmatamento da Amazônia e aos alimentos geneticamente modificados até a utilização de energia nuclear e a invasão de parques nacionais. O The New York Times afirma que o governo vê as reclamações como "prematuras" e diz que está em busca de uma maneira de estimular o desenvolvimento e trabalhar tanto com empresários quanto com ambientalistas. O jornal diz, no entanto, que o novo plano plurianual de desenvolvimento do governo deve provocar novas diferenças porque prevê o investimento de recursos em projetos combatidos por grupos ambientais. Michael Jackson Na Califórnia, o jornal Los Angeles Times diz que mais de cem jornalistas e fotógrafos se acotovelaram diante do Departamento de Polícia do Condado de Santa Barbara para registrar as imagens do momento em que o cantor Michael Jackson chegou ao local, de algemas, para se entregar às autoridades. De acordo com o Los Angeles Times, horas mais tarde, quando Michael Jackson foi liberado sob fiança, diversas equipes de televisão acompanhadas por helicópteros seguiram o carro em que o astro da música partiu de volta para casa. O jornal diz que, de acordo com os jornalistas envolvidos na cobertura do caso Michael Jackson, o objetivo de todo o frenesi criado em torno do assunto era satisfazer a curiosidade do público sobre uma das maiores celebridades do mundo. O Los Angeles Times afirma que o 'espetáculo' atraiu não só a atenção de jornalistas como também de turistas e 'empreendedores', que chegaram a faturar milhares de dólares com o aluguel de equipamentos para a rede de televisão NBC. |
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