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Riscos da Alca não ser criada no prazo continuam, diz Furlan
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse nesta segunda-feira, em Nova York, que os "riscos da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) não ser construída no prazo – janeiro de 2005 – continuam". "Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos, que são co-presidentes das negociações, mudam de tom. Houve uma baixada de tom substantiva e se passou a buscar seriamente soluções em vez de troca de acusações", disse Furlan. O ministro abriu nesta segunda-feira o "Dia do Brasil" em Nova York e afirmou esperar que o evento promocional aumente o interesse dos investidores internacionais por papéis brasileiros, tanto na Bovespa quanto no pregão da Bolsa de Valores de Nova York. "As duas bolsas têm uma atuação complementar", disse o ministro. Furlan acrescentou que o governo brasileiro tem trabalhado "para reduzir a burocracia e a incidência de tributos sobre ganhos de capitais nas bolsas de valores brasileiras." Furlan embarca na terça-feira para Miami, onde participa da reunião de cúpula preparatória para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Câmbio Perguntado se o atual patamar do câmbio brasileiro estaria dificultando as exportações brasileiras, Furlan afirmou que o Brasil tem um câmbio flutuante que tem reagido positivamente à estabilidade econômica. "Nos próximos meses, o câmbio deve chegar ao nível de 3 reais para um dólar." "O governo está trabalhando com um cenário em que o dólar chegue a 3,15 reais em dezembro de 2004. O setor privado deve se programar para isso." Furlan acrescentou que o superávit da balança comercial brasileia deve atingir US$ 22 bilhões até o final de novembro e pode chegar a US$ 23,8 bilhões até o final do ano. "Os números do governo mostram que as importações vem crescendo desde setembro, num sinal de que a economia brasileira está se recuperando. Isto é visível na maior importação de bens e matérias-primas." Risco Brasil Segundo o ministro, o chamado risco Brasil deve cair para a casa dos 400 pontos nos próximos meses "como um reflexo da aprovação das reformas tributária e da Previdência." Tanto o setor privado como o público têm gerado fatos positivos, de acordo com Furlan. "O governo brasileiro não tem tido que renovar a dívida cambial, tendo resgatado tais papéis nas datas de vencimento." "Temos podido lançar papéis com juros pré-fixados", acrescentou o ministro Furlan afirmou também que o governo brasileiro trabalha com a meta de atingir uma taxa de juros de um dígito em 2004. |
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