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Atualizado às: 17 de novembro, 2003 - 08h47 GMT (06h47 Brasília)
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'Dia do Brasil' na bolsa de NY busca sucesso inédito

Bolsa de Valores de Nova York
Números indicam que investidores estrangeiros estão voltando a apostar nas empresas verde-amarelas

Realizado pela primeira vez em 2001, o “Dia do Brasil” na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) espera ter, desta vez, os efeitos esperados por seus patrocinadores.

O evento promocional será aberto em Wall Street nesta segunda-feira às 9h, hora local (14h, hora de Brasília) com a presença do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan - que irá tocar o sino que tradicionalmente marca a abertura do pregão nova-iorquino.

Em seguida, 18 empresas brasileiras, entre as quais o Banco Itaú, a Sadia e a Telemig, farão palestras para analistas de mercado e a imprensa.

Em 2001, o “Dia do Brasil”, realizado em 7 de setembro, foi ofuscado pelos ataques de 11 de setembro. Em 2002, em função da crise cambial brasileira, o evento foi cancelado.

Recuperação

Desta vez, porém, espera-se que o “Dia do Brasil” reflita o momento de recuperação do mercado de ações no Brasil.

Há um ano, a Bovespa apresentava uma fuga de cerca de US$ 2 bilhões de reais pertencentes a investidores estrangeiros.

"Dia do Brasil" na Bolsa de Nova York
Evento promove empresas brasileiras de capital aberto
Parceria da NYSE com Bovespa, Abrasca e outras instituições
Prevê palestras para a imprensa e operadores do mercado
Realizado pela primeira vez em 2001
Cancelado em 2002

Mas de janeiro a outubro de 2003, os investidores internacionais já injetaram R$5,5 bilhões na bolsa brasileira. Desde janeiro, a Bovespa acumula uma alta de quase 70%, tendo fechado com a pontuação recorde de sua história na última sexta-feira, atingindo 18.985 pontos.

A mesma tendência de alta de empresas brasileiras se verifica na Bolsa de Nova York, onde de primeiro de janeiro a 12 de novembro, o volume de transações com papéis brasileiros totalizou cerca de US$ 29,2 bilhões, ou cerca de R$ 58 bilhões.

“Este ano, sobretudo as empresas exportadoras brasileiras estão se saindo especialmente bem, em setores como minério de ferro, alumínio e celulose,” disse Joe Borman, analista da Fitch Ratings.

 Chegou a hora de trazermos o investidor estrangeiro para o Brasil.

Alfried Ploger, presidente da Abrasca

“Isso acontece, em parte, em função do aumento significativo da demanda por parte da China, que tem comprado tais matérias-primas do Brasil e de outros países da América Latina.”

Competição

“A recuperação econômica brasileira em 2003 tem repercutido muito favoravelmente sobre as nossas empresas e bolsas de valores,” disse Alfried Ploger, presidente da Abrasca. “Chegou a hora de trazermos o investidor estrangeiro para o Brasil.”

Apesar de serem parceiras na promoção do “Dia do Brasil,” a Bovespa e a NYSE são pregões competidores.

Além de seu tamanho gigantesco, a Bolsa de Nova York oferece a seus investidores a vantagem de operar em dólares, uma moeda mais estável que o real, um ambiente regulador mais forte e menos burocracia.

Recentemente beneficiada pela suspensão da CPMF e do imposto de renda para ganhos de capitais realizados por investidores estrangeiros, a Bovespa tem conseguido atrair mais estrangeiros.

 Grande parte de nossas empresas já competem num ambiente global, além de terem aprendido a sobreviver num ambiente econômico turbulento, como o dos últimos anos.

Maria Helena Santana, superintendente de relações com empresas da Bovespa

“Investir em empresas brasileiras na Bovespa nunca foi tão fácil e barato,” disse Maria Helena Santana, superintendente de relações com empresas da Bovespa.

Juros altos

Mas do ponto de vista das empresas que oferecem seus papéis, a vantagem de estar na NYSE diz respeito à captação em dólares, um recurso alternativo menos oneroso do que a tomada de empréstimos no Brasil, onde a taxa de juros é de 19%, uma das mais altas do planeta.

“Além do baixo preço de suas ações, as empresas brasileiras têm muito a oferecer ao investidor,” disse Santana.

“Grande parte de nossas empresas já competem num ambiente global, além de terem aprendido a sobreviver num ambiente econômico turbulento, como o dos últimos anos.”

Este ano, os papéis da Petrobras, que teve o maior lucro de sua história alcançaram um volume de negócios de US$ 6,5 bilhões no pregão da NYSE.

Dificilmente, seja em Nova York ou no Brasil, as empresas brasileiras repetirão em 2004 as altas verificadas em 2003.

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