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Alto salário força saída de presidente da bolsa de NY
O presidente da Bolsa de Valores de Nova York, Richard Grasso, teve que renunciar em meio à pressão pública causada por uma reportagem do Wall Street Journal que revelou que a sua remuneração chegava a US$ 140 milhões. O valor inclui benefícios e incentivos e, apesar de não destoar dos salários pagos em Wall Street, provocou polêmica por supostos conflitos de interesse. O legisladores americanos querem saber como Grasso pode receber tanto dinheiro da instituição que ele tem obrigação de controlar. A Bolsa também já estava sob pressão para adotar uma postura mais proativa depois de escândalos financeiros como os casos Enron e WorldCom. Grasso teria entregado a sua demissão em uma reunião de emergência do conselho da empresa, depois que a maioria dos conselheiros se recusou a lhe dar apoio. 'O melhor' Alan Hevesi, da Controladoria do Estado de Nova York, um dos que vinha pedindo a demissão de Grasso, afirmou que a decisão foi "o melhor para a Bolsa de Nova York". No entanto, Hevesi, que também é conselheiro do fundo de pensão do Estado, que controla US$ 105 bilhões, disse que a questão da confiança no sistema financeiro ultrapassa o caso de Grasso. "A questão é realizar reformas fundamentais na Bolsa para recuperar a confiança dos investidores", afirma Hevesi. "A questão é estabelecer um modelo para toda a comunidade financeira de boa governança empresarial, responsabilidade e transparência." Para Hevesi, a permanência de Grasso no cargo era um empecilho para essas mudanças. Grasso trabalhou para a Bolsa por 35 anos e é considerado um dos responsáveis pelo aumento do número de empresas na instituição. Ele também foi elogiado por ter estimulado a recuperação pós-11 de Setembro, pela qual ele teria recebido um bônus de US$ 5 milhões. |
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