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Cotação do petróleo é a menor em dois meses | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A cotação do petróleo no mercado internacional caiu mais de US$ 1 e atingiu o nível mais baixo em cerca de dois meses nesta segunda-feira, refletindo a transferência pacífica de soberania no Iraque. O preço do barril de petróleo tipo leve nos Estados Unidos caiu US$ 1,31, fechando o dia a US$ 36,24. Mais cedo, em Londres, o barril do petróleo tipo Brent também teve uma queda, encerrando a segunda-feira a US$ 33,70 – US$ 1,27 a menos do que no fechamento de sexta-feira. Em maio, o barril atingiu os US$ 42, impulsionado pela alta da demanda mundial, problemas na oferta e pelo temor em relação à contínua violência no Iraque. Aumento de exportações De acordo com o analista econômico da BBC Andrew Walker, a transferência de soberania sem incidentes não foi o único fator que influenciou o mercado nesta segunda-feira. Também foi bem recebia a notícia de que deve haver um incremento nas exportações iraquianas depois de reparos em oleodutos que foram alvos de ataques de extremistas. O diretor de uma organização petroleira estatal iraquiana disse nesta segunda-feira que as exportações a partir dos dois portos meridionais do país estão agora próximas de dois milhões de barris/dia. A infra-estrutura de produção iraquiana foi repetidas vezes alvo de ataques de extremistas, que forçaram a produção iraquiana a ficar bem abaixo da de antes da invasão americana do ano passado – 2,2 milhões de barris/dia. Em junho, a Opep (Organização dos Países exportadores de Petróleo) concordou em aumentar a sua produção em 2 milhões de barris/dia a partir de primeiro de julho, para reduzir as cotações. A organização também anunciou que poderia aumentar a produção em 500 mil barris/dia adicionais a partir de primeiro de agosto. Andrew Walker disse que, apesar da queda nesta segunda-feira, o preço do petróleo continua alto, por causa da instabilidade que persiste em alguns dos principais produtores mundiais – notadamente a Arábia Saudita. |
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