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Barril chega a US$ 42 e petróleo bate recorde de 21 anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os preços do petróleo do tipo leve no mercado americano bateram o recorde de 21 anos, passando de US$ 42 por barril, nesta terça-feira. O aumento é, em boa medida, atribuído ao ataque de militantes islâmicos a um complexo residencial na Arábia Saudita, no fim de semana, que deixou 22 mortos. Há uma preocupação crescente de que a violência inspirada pela organização Al-Qaeda possa agora se voltar para a interrupção de fornecimento de petróleo da Arábia Saudita, que é o maior exportador mundial. No mercado de futuros de Nova York, o petróleo subiu 6%, chegando a US$ 42,33 por barril, apesar de autoridades sauditas terem se apressado a acalmar os mercados com garantias de que não há motivos de preocupação com a segurança. Temores Os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) estão se preparando para reunião nesta quinta-feira e existe a expectativa de que eles possam aumentar a produção. "Há quase um consenso para aumentar a produção", disse o ministro de Energia do Catar, Abdullah Bin Hamad Al-Attiya, salientando que a Opep faria "todo o possível" para acalmar o mercado. Os preços do petróleo já vinham subindo mesmo antes dos ataques do fim de semana, devido a aumento de demanda, estoques baixos, estratégia de preços da Opep, além de temores de interrupção de fornecimento. Analistas acreditam que o atentado do fim de semana possa ser o começo de uma série de ataques contra a indústria petrolífera da Arábia Saudita. 'Pior momento' Uma declaração atribuída à organização Al-Qaeda – que assumiu a responsabilidade pelo atentado do fim de semana – disse que os ataques eram dirigidos a "empresas americanas, que são especializadas em petróleo e em roubar a riqueza dos muçulmanos". "Esse é o pior aumento do terrorismo na Arábia Saudita que já se viu. Mostra que esses caras são sérios e vão atacar de novo", disse o analista de energia Geoff Pyne. "Mesmo que eles não tenham capacidade de provocar danos sérios à infra-estrutura de petróleo, a instabilidade política e a ameaça à família real que governa o país são uma preocupação real e promete assombrar o mercado de petróleo por algum tempo." Bruce Evers, analista da Investec Securities, disse que qualquer interrupção na produção saudita "seria crítica não só para a economia da Arábia Saudita, como também para a economia mundial". "Se eles, de repente, começarem a atacar instalações petrolíferas, vamos ter um problema sério. Obviamente, as instalações de petróleo são altamente guardadas, mas isso não significa que eles não vão atacar", acrescentou. |
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