|
Para Opep, não há solução rápida para preços de petróleo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se reúnem informalmente neste sábado, em Amsterdã, para discutir proposta da Arábia Saudita de aumentar as suas quotas de produção. Mas representantes da Opep minimizaram as expectativas de uma solução rápida para o aumento dos preços de petróleo, que pode limitar o crescimento da economia mundial. "Não acho que o controle está nas mãos da Opep. Há muitos fatores por trás desses preços", disse à agência de notícias Reuters o ministro do Petróleo do Emirado Árabes Unidos, Obaid Bin Saif Al-Nasseri, em sua chegada a Amsterdã. O aumento dos preços do petróleo também deve dominar a agenda da reunião dos ministros de Finanças do grupo dos sete países mais ricos do mundo, o G-7, neste fim de semana, em Nova York. Os Estados Unidos e outros países vêm pressionando para que a oferta do produto seja incrementada. Preocupação Os países consumidores de petróleo temem que o aumento dos preços do produto interrompa a frágil recuperação da economia mundial. Nesta sexta-feira, os ministros de Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, da França, Nicholas Sarkozy, e da Alemanha, Hans Eichel, manifestaram sua preocupação com o impacto dos preços do petróleo em artigo publicado pelo jornal Financial Times. Segundo especialistas, gargalos de produção em refinarias nos Estados Unidos, preocupação com a segurança no Oriente Médio e apostas pesadas de fundos de risco (os chamados hedge funds) nos mercados futuros de petróleo contribuíram para o aumento de cerca de 25% dos preços desde o início do ano. Os ministros dos países da Opep só devem decidir sobre o volume de produção em uma conferência em Beirute, em 3 de junho. Mercado O encontro da Opep em Amsterdã, neste sábado, é parte da reunião de países produtores e países consumidores. Nesta sexta-feira, a Agência Internacional de Energia (AIE) disse que os países consumidores de petróleo não devem avaliar a liberação de suas reservas estratégicas. "Nos governos, ninguém está seriamente pensando em usar esses estoques, porque eles são estratégicos. São utilizados quando há uma interrupção física de oferta de petróleo. Não se usa para tentar influenciar o mercado", disse à agência Reuters um porta-voz da AIE. A AIE assessora 26 países industrializados sobre as políticas de energia e coordena os estoques de emergência. Os países integrantes da AIE, incluindo Estados Unidos, Alemanha e Japão, precisam manter estoques de emergência equivalente a 90 dias de importações. Muitos deles detêm estoques muito maiores. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||