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Opep adia acordo para aumentar produção de petróleo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ministros dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) encerraram neste sábado um encontro informal em Amsterdã, na Holanda, sem chegar a um acordo sobre aumentar sua produção. O cartel afirmou estar "seriamente preocupado" com a série de altas no preço do petróleo mas adiou a decisão de subir a produção até o encontro oficial em Beirute, no Líbano, em 3 de junho. Em um comunicado divulgado logo após o encontro, o presidente da Opep, Purnomo Yusgiantoro, disse que a alta do petróleo é resultado de uma combinação de fatores, incluindo "tensões geopolíticas em algumas regiões". "O grupo aqui reunido observou que trazer ordem e estabilidade ao mercado é responsabilidade de toda a indústria, e pedimos para juntarmos esforços para baixar os preços atuais." Alguns países, no entanto, expressaram sua oposição à idéia. "O preço no mercado não está relacionado ao nível de produção", disse o ministro de Energia da Venezuela, Rafael Ramirez. Seu colega do Irã, Bijan Zanganeh, afirmou que "nem tudo está em nossas mãos." Arábia Saudita O encontro em Amsterdã ocorreu como resposta à recente alta do petróleo no mundo – o preço do barril chegou a ultrapassar a barreira dos US$ 40 nas últimas semanas, batendo um recorde nos últimos 21 anos. Na sexta-feira, a Arábia Saudita, maior produtor da Opep, propôs um aumento de mais de 2 milhões de barris por dia, mas outros membros ficaram relutantes. A proposta fez com que os preços caíssem na sexta-feira, com o barril do tipo Brent fechando em US$ 36,51 em Londres, e US$ 39,85 nos Estados Unidos. Os 11 países-membros da Opep fornecem cerca de 30% do petróleo consumido no mundo. O cartel tem um uma meta de produção diária de 23,4 milhões de barris, mas alguns membros já estão produzindo pelo menos 2 milhões a mais. A Arábia Saudita, entretanto, é capaz de produzir ainda mais em pouco tempo. O Ministro do Petróleo do país, Ali Al-Nami, disse que a Arábia Saudita vai aumentar sua produção para 9 milhões de barris por dia a partir de junho, podendo chegar a 10,5 milhões por dia. O especialista em economia da BBC Andrew Walker, que acompanhou o encontro em Amsterdã, disse que as autoridades sauditas deram indícios de que já se comprometeram com seus compradores quanto a aumentar sua produção em junho. Segundo Walker, os demais países do bloco não têm muito o que fazer para impedir isso. G-7 Muitos analistas acreditam que o aumento da produção pela Opep vai provocar uma pequena queda nos preços, já que ela pode ser limitada por fatores que fogem do controle da organização, como a forte demanda de países como a China e os Estados Unidos. Ministros das Finanças dos países do G-7 (grupo das sete nações mais industrializadas do mundo) expressaram sua preocupação sobre o impacto da alta do petróleo. Eles se reúnem neste fim de semana em Nova York e devem fazer um apelo à Opep para uma ação mais rápida. |
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