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Atualizado às: 22 de maio, 2004 - 15h32 GMT (12h32 Brasília)
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Opep adia acordo para aumentar produção de petróleo
Plataforma de petróleo na Arábia Saudita
A Arábia Saudita vem defendendo um aumento na produção
Ministros dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) encerraram neste sábado um encontro informal em Amsterdã, na Holanda, sem chegar a um acordo sobre aumentar sua produção.

O cartel afirmou estar "seriamente preocupado" com a série de altas no preço do petróleo mas adiou a decisão de subir a produção até o encontro oficial em Beirute, no Líbano, em 3 de junho.

Em um comunicado divulgado logo após o encontro, o presidente da Opep, Purnomo Yusgiantoro, disse que a alta do petróleo é resultado de uma combinação de fatores, incluindo "tensões geopolíticas em algumas regiões".

"O grupo aqui reunido observou que trazer ordem e estabilidade ao mercado é responsabilidade de toda a indústria, e pedimos para juntarmos esforços para baixar os preços atuais."

Alguns países, no entanto, expressaram sua oposição à idéia. "O preço no mercado não está relacionado ao nível de produção", disse o ministro de Energia da Venezuela, Rafael Ramirez.

Seu colega do Irã, Bijan Zanganeh, afirmou que "nem tudo está em nossas mãos."

Arábia Saudita

O encontro em Amsterdã ocorreu como resposta à recente alta do petróleo no mundo – o preço do barril chegou a ultrapassar a barreira dos US$ 40 nas últimas semanas, batendo um recorde nos últimos 21 anos.

Na sexta-feira, a Arábia Saudita, maior produtor da Opep, propôs um aumento de mais de 2 milhões de barris por dia, mas outros membros ficaram relutantes.

A proposta fez com que os preços caíssem na sexta-feira, com o barril do tipo Brent fechando em US$ 36,51 em Londres, e US$ 39,85 nos Estados Unidos.

Os 11 países-membros da Opep fornecem cerca de 30% do petróleo consumido no mundo.

O cartel tem um uma meta de produção diária de 23,4 milhões de barris, mas alguns membros já estão produzindo pelo menos 2 milhões a mais.

A Arábia Saudita, entretanto, é capaz de produzir ainda mais em pouco tempo.

O Ministro do Petróleo do país, Ali Al-Nami, disse que a Arábia Saudita vai aumentar sua produção para 9 milhões de barris por dia a partir de junho, podendo chegar a 10,5 milhões por dia.

O especialista em economia da BBC Andrew Walker, que acompanhou o encontro em Amsterdã, disse que as autoridades sauditas deram indícios de que já se comprometeram com seus compradores quanto a aumentar sua produção em junho.

Segundo Walker, os demais países do bloco não têm muito o que fazer para impedir isso.

G-7

Muitos analistas acreditam que o aumento da produção pela Opep vai provocar uma pequena queda nos preços, já que ela pode ser limitada por fatores que fogem do controle da organização, como a forte demanda de países como a China e os Estados Unidos.

Ministros das Finanças dos países do G-7 (grupo das sete nações mais industrializadas do mundo) expressaram sua preocupação sobre o impacto da alta do petróleo.

Eles se reúnem neste fim de semana em Nova York e devem fazer um apelo à Opep para uma ação mais rápida.

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