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Atualizado às: 14 de maio, 2004 - 16h41 GMT (13h41 Brasília)
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Preço do barril de petróleo atinge novo recorde
Poço de petróleo
Preços subiram 25% desde 2003
O preço do petróleo atingiu novo recorde em Nova York nesta sexta-feira e também voltou a subir em Londres, com crescentes preocupações quanto ao suprimento do produto.

O preço do barril chegou a ser cotado a US$ 41,50, o maior nível desde o começo do sistema atual de vendas em Nova York, há 21 anos.

Em Londres, o barril subiu para US$ 38,68, nível que só foi atingido após a invasão iraquiana ao Kuait, em 1990.

O recente aumento colocou governos e empresas em estado de alerta sobre o efeito do petróleo na lucratividade e no crescimento econômico.

Demanda crescente

O governo de George W. Bush vem pedindo aos produtores de petróleo que não prejudiquem os Estados Unidos, especialmente os motoristas que vão viajar de carro nos feriados de maio no país.

No entanto, empresas aéreas, como a British Airways e Qantas, já aumentaram os preços de suas passagens para compensar o aumento dos custos com combustível.

Com os recentes aumentos, o preço do barril de petróleo já está 25% superior ao do ano passado.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) estuda uma proposta da Arábia Saudita para aumentar a produção em 1,5 milhões de barris por dia.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a Arábia Saudita, maior produtor mundial de petróleo, está planejando lançar entre 500 mil e 1 milhão de barris no mercado mundial no próximo mês.

No entanto, o presidente da Opep, Purnomo Yusgiantoro, alerta que a entidade pode perder poder com os aumentos de preços. Ele ressalta que os países produtores de petróleo já estão podendo produzir muito mais do que as cotas estabelecidas.

A analista Julian Lee, do Centro de Estudos Globais sobre Energia, disse que os preços do petróleo devem continuar altos nos próximos meses.

Os recentes aumentos estão relacionados com o tradicional problema de oferta e demanda. Parte dos investidores teme que a instabilidade política no Oriente Médio ameace a produção.

Grandes mercados importadores, como os Estados Unidos e a China, estão dependendo cada vez mais do petróleo, superando a expectativa de analistas .

A Opep deve discutir o volume de produção no dia 3 de junho, em Beirute. Um fórum em Amsterdã, no final do mês, também discute o assunto.

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