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Atualizado às: 12 de maio, 2004 - 20h21 GMT (17h21 Brasília)
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Opep se diz impotente para acalmar mercado
Produção de petróleo
Mercado voltou a registrar aumento no preço do barril de petróleo
O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Purnomo Yusgiantoro, disse que se sente impotente para acalmar o mercado.

De acordo com Yusgiantoro, os membros da organização já receberam permissão para produzir bem além de suas cotas.

A percepção de que o suprimento de petróleo pode não atender à demanda resultou em mais um aumento nos preços em todo o mundo.

Em Londres, o preço do produto chegou ao nível mais alto dos últimos 13 anos. Em Nova York, o valor do barril de petróleo passou da marca de US$ 40, que já havia sido atingida no final da semana passada. Até agora, o preço do petróleo já subiu cerca de 25% neste ano.

Produção maior

Os maiores países produtores de petróleo estão produzindo mais 2 milhões de barris por dia - 2,5% da demanda mundial - sem que isso tenha efeito sobre os preços.

De acordo com analistas, há preocupações no mercado em relação ao suprimento no Oriente Médio, onde a instabilidade política é vista como uma ameaça à produção de petróleo.

E mercados como os Estados Unidos, o maior importador de petróleo do mundo, estão se mostrando muito mais sedentos do que os analistas previam.

A Agência Internacional de Energia refez suas previsões para o crescimento da demanda por petróleo mundial, que agora subiu para 1,95 milhões de barris por dia, apesar do crescimento lento, de maneira geral, nos países desenvolvidos.

De maneira crucial, segundo os analistas, a relação tradicionalmente próxima entre oferta e procura foi parcialmente rompida: por razões técnicas, diversos dos maiores produtores do mundo, particularmente fora da Opep, não conseguiram aumentar a produção significativamente, levando a preços mais altos.

Estoque

Mas há outros fatores mais subjetivos em jogo. A maior procura não está ligada a um aumento no consumo.

Na verdade, a impressão é de que os principais compradores - especialmente os governos - estão estocando petróleo, possivelmente para se proteger de possíveis interrupções no suprimento.

A reserva estratégica de petróleo dos Estados Unidos tem sido um comprador ativo, e governos como os da China e da Índia seguiram o exemplo.

Ao mesmo tempo, negociadores nos mercados futuros e de opções prevêem um mercado mais apertado.

Analistas estão agora divididos entre aqueles que acreditam que os preços vão subir enquanto o verão no hemisfério norte avança, e aqueles que dizem que não há uma justificativa fundamental para que os preços permaneçam altos por mais tempo.

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