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Atualizado às: 18 de maio, 2004 - 16h04 GMT (13h04 Brasília)
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Aumento do petróleo afeta mais países emergentes, diz AIE

Plataforma de exploração de petróleo
Preço do barril de petróleo leve está acima dos US$ 40
Os preços do petróleo caíram um pouco no mercado internacional nesta terça-feira. Mesmo assim, o barril do petróleo leve continua cotado em torno dos US$ 40 e a maioria dos analistas prevê que a pressão não vai ceder de forma significativa a curto prazo, porque a demanda está maior do que a oferta.

O petróleo mais caro pode reduzir a expansão da economia mundial e os mais afetados são os países emergentes importadores de petróleo, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

A entidade calcula que no Brasil, em um ano, o aumento de US$ 10 na cotação do barril levaria a uma queda de 0,4 ponto percentual na taxa de crescimento e aumento de dois pontos percentuais na inflação.

Ou seja, considerando uma projeção de que a economia brasileira cresceria 3,5%, se o aumento do petróleo persistir por um ano, o crescimento ficaria em pouco mais de 3%.

China

Já o saldo da balança comercial seria reduzido em um valor equivalente da 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

O impacto dessa elevação de preços de petróleo afetaria ainda mais intensamente os países emergentes da Ásia, que são grandes importadores de petróleo.

A China está entre os mais afetados e o seu crescimento cairia em 0,8 ponto percentual em um ano.

Esse impacto pode ter conseqüências adversas também para o Brasil, pois a China é um dos maiores importadores de commodities do mundo, inclusive de soja, e vem contribuindo para o bom desempenho das exportações brasileiras.

Consumo

Segundo a AIE, os países em desenvolvimento importadores de petróleo são mais afetados do que as economias industrializadas na mesma situação, porque o consumo de petróleo por unidade de produção (unidade do PIB) é maior entre os emergentes.

Na Índia, o consumo de petróleo por unidade de produção é quase três vezes maior do que o registrado nos países industrializados. Na China, esse consumo é mais que o dobro.

O Brasil é menos dependente do petróleo para produzir, mas ainda assim consome mais de 40% além do que utilizam os países desenvolvidos por unidade do PIB, de acordo com a agência.

O aumento nos custos de importação do produto "tende a desestabilizar a balança comercial e pressionar a inflação" com maior intensidade em países em desenvolvimento, "onde as instituições responsáveis pela administração econômica e confiança do investidor são mais frágeis", diz o estudo.

A deterioração da balança comercial dos países em desenvolvimento também é exacerbada com freqüência por "profundas depreciações cambiais, na medida em que os fluxos (entrada de) de capital desabam", segundo a AIE.

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