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Atualizado às: 01 de junho, 2004 - 15h39 GMT (12h39 Brasília)
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Preço do petróleo sobe no mercado internacional
Centro de extração de gás natural saudita
A Arábia Saudita responde por 25% das reservas mundiais de petróleo
Tensões no Oriente Médio voltaram a provocar uma alta no preço do petróleo nesta terça-feira, apesar dos sinais de que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) devem concordar em aumentar a produção ainda nesta semana.

O preço do barril de petróleo cru abriu em alta de mais de US$ 1 na Bolsa de Nova York, subindo para US$ 40,95 - o que representa um aumento de 2,7%.

A cotação do petróleo tipo brent também registrou alta, de US$ 1,64, passando para US$ 38,22.

A expectativa era de abertura em alta nas bolsas de Londres e de Nova York, que ficaram fechadas na segunda-feira por causa de um feriado.

Nos principais mercados asiáticos, o preço do barril aumentou 1,7%, e chegou a US$ 40,50.

No sábado, ataques realizados por militantes islâmicos deixaram pelo menos 22 mortos em Khobar, na Arábia Saudita.

"O impacto imediato (dos ataques) é um pânico maior e um aumento nos preços do petróleo", disse o economista Abdulwahab Abu-Dahesh, do Riyad Bank, à agência de notícias francesa AFP. "Esse aumento é mais psicológico do que causado por problemas no abastecimento de petróleo."

Maior produção

Há duas semanas, o barril atingiu o preço recorde de US$ 41,85, apesar de economistas avaliarem que os valores reais eram mais altos durante a crise do fim dos anos 70.

Os principais países produtores vêm tentando acalmar os mercados com indicações de que a Opep vai concordar em apoiar um aumento na produção de petróleo, quando se reunir em Beirute, no Líbano, nesta quinta-feira.

A Arábia Saudita, que é o maior produtor, havia sugerido que os membros do cartel aumentassem suas produções em até 2,5 milhões de barris por dia, além de assumir o compromisso de, sozinha, produzir 800 mil barris a mais por dia.

O ministro da Energia do Catar, Abdullah Bin Hamad Al-Attiya, afirmou que a Opep deve "abastecer o mercado no nível que o próprio mercado pode absorver".

Um porta-voz do cartel disse que a Arábia Saudita, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos são capazes de, juntos, injetarem mais 3 milhões de barris por dia em pouco tempo.

Alguns analistas acreditam, no entanto, que o intervalo entre concordar em aumentar a produção e fazer com que esse petróleo chegue ao mercado pode manter os preços altos ainda por um tempo.

'Preocupante'

A Opep tem uma meta oficial de preços que varia entre US$ 22 e US$ 28 por barril, apesar de alguns membros terem recentemente lançado um apelo para subir esses valores, diante de um enfraquecimento do dólar.

O presidente do cartel, Purmono Yusgiantoro, reconheceu ser "preocupante" a nova estratégia de militantes islâmicos de atacar refinarias e poços na Arábia Saudita, o único país capaz de influenciar os preços sozinho.

A alta do petróleo deve roubar as atenções no encontro mensal de ministros de Finanças de países da União Européia, nesta terça-feira.

Segundo a Comissão Européia, um salto de 25% nos preços neste ano pode reduzir o crescimento econômico e aumentar a inflação nos países da zona do euro.

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