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FMI anuncia aumento nos juros de empréstimos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O aumento dos juros para credores do Fundo Monetário Internacional (FMI) vai ter um impacto de cerca de US$ 90 milhões nos serviços da dívida que serão pagos pelo Brasil nos próximos 12 meses, segundo informações da delegação brasileira na instituição. A taxa de juros do FMI é variável de acordo com as condições do mercado, mas o fundo anunciou nesta terça-feira o fator de cálculo das taxas para 2005, que ficou acima do utilizado em 2004. "O cálculo de US$ 90 milhões é aproximado porque as taxas de juros do FMI ainda podem variar e porque um cálculo mais detalhado deveria levar em conta os pagamentos que o Brasil vai fazer ao longo do ano. No total, o Brasil vai pagar cerca de US$ 400 milhões em juros ao FMI no ano que vem", explicou o diretor-executivo no Brasil no fundo, Murilo Portugal. A definição dos juros cobrados de credores do FMI segue na verdade um cálculo complexo que leva conta os juros praticados no mercado internacional, corrigidos semanalmente, mais o valor necessário para cobrir os custos de operação da instituição e remunerar seus investimentos. Foi este segundo elemento que mudou para ano fiscal 2004/2005. Custos Segundo o comunicado emitido nesta terça-feira pelo FMI, a taxa básica vai ter de ser multiplicada durante o ano fiscal de 2005 por 1,54 para se calcular os juros cobrados dos países credores. Em 2004, o fator de multiplicação era 1,32. Murilo Portugal diz que a necessidade no aumento dos juros este ano vem principalmente de uma elevação nos custos de operação do FMI. "Passagens aéreas e o custo de vida em Washington, por exemplo, subiram muito. Se algum país deixa de pagar suas parcelas no fundo por muito tempo, isto também pode ter um impacto nos juros, mas não é o caso desta vez", disse o diretor. Como esta semana a taxa básica está em 1,69%, a alteração anunciada pelo FMI faz com que o ano fiscal de 2005 abra com juros de 2,49% sendo cobrados dos países credores. Mas Portugal observa que o impacto nos custos da dívida podem aumentar ainda mais nos próximos meses. |
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