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Economia mundial deve crescer 4,6% este ano, diz FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento da economia mundial de 4,6% em 2004 e de 4,4% em 2005. No ano passado, a economia mundial aumentou 3,9%. Para os Estados Unidos, a previsão é de que haja uma "forte reação" da economia e crescimentos de 4,6% no PIB em 2004 e de 3,1% em 2005. No ano passado, o PIB dos Estados Unidos aumentou 2,1%. "A recuperação agora parece estar a caminho em todas as regiões do mundo, mas a velocidade e a natureza dela varia de região para região. Até agora, a mudança está sendo sentida mais rapidamente nos países emergentes da Ásia, particularmente na China, e nos Estados Unidos, mas ainda está menos clara na zona do euro, onde o consumo continua baixo e alguns importantes indicadores econômicos retrocederam ou ficaram estagnados", diz o FMI. O FMI recomenda mais de uma vez na edição de abril do World Economic Outlook (Panorama Econômico Mundial), divulgada nesta quarta feira, que as economias mundiais aproveitem a calmaria para se armar contra futuras crises. Preocupação "O ano de 2004 é o melhor da década para a economia mundial. A reunião do FMI está acontecendo num momento de primavera na economia mundial e devemos aproveitar para nos preparar para o futuro", disse o diretor de pesquisas do FMI, Raghuram Rajan, em entrevista coletiva nesta quarta-feira em Washington. Segundo o texto do FMI, o crescimento (nos Estados Unidos) foi liderado pelo aumento no consumo - "reforçado pelos cortes nos impostos que aumentaram a renda disponível, pelos baixos juros e pelo grande números de nova hipotecas" - e pela evolução nos lucros. Mas o grande desequilibrio fiscal dos Estados Unidos - aumentado pelos gastos com as operações militares no exterior - é um ponto central nas preocupações do FMI com a economia mundial. "Os Estados Unidos tem de apresentar um plano com credibilidade para redução do déficit", disse Raghuram Rajan. "A política fiscal expansionista (grande gastos públicos e redução de impostos) adotada pelas autoridades americanas nos últimos anos mostrou-se um valioso suporte da recuperação econômica, mas contribuiu para uma significatica deterioração no orçamento americano, que pode provocar sérios problemas para a economia americana e as economias globais a médio prazo", adverte o FMI. "Restaurar a sustentabilidade fiscal é, portanto, uma prioridade. O compromisso do governo de cortar o déficit pela metade em cinco anos é um importante passo, mas ainda carece de medidas que dêem credibilidade a essa intenção." O FMI também aponta para novas possíveis desvalorizações do dólar por conta do problema. "A depreciação do dólar de 2002 tem ajudado (a conter o problema do déficit), mas ainda assim as projeções são de uma queda ainda modesta de 4% até 2009, sugerindo que mais desvalorizações do dólar podem ser necessárias." O Fundo nota que parte da recuperação econômica mundial foi provocada pelo aumento, em 2003, nos valores das commodities (produtos como a soja e o petróleo, com preços cotados no mercado internacional, independentemente de como e onde são produzidos), que podem ter aumentos bem menores nos preços neste ano. "Embora os preços de commodities com exceção do petróleo tendam a se manter firmes, eles continuam apenas moderados em padrões históricos, e o ritmo de aumentos deve cair em 2004 com a superação de problemas na agricultura e o aumento na produção de metais provocado pela alta nos lucros." |
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