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Atualizado às: 25 de abril, 2004 - 00h48 GMT (21h48 Brasília)
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Palocci defende no FMI mais gastos em infra-estrutura

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci
Palocci participou da reunião do Comitê Financeiro do FMI
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, voltou a defender na reunião do Comitê Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) mudanças no modo como são computados os gastos com investimentos nas contas que determinam o déficit ou o superávit do governo.

"Acredito que há espaço para aumentar a qualidade e o volume de investimento público em infra-estrutura na América Latina e ao mesmo tempo manter a sustentabilidade da dívida no médio prazo e a estabilidade macroeconômica no curto prazo", disse o ministro durante a reunião.

No comunicado emitido pelo comitê depois do encontro, o grupo nota apenas que "recebe bem as informações sobre um trabalho em andamento para propor novos métodos de tratamento de investimento público nas recomendações do FMI e discutir meios de proteger investimentos em infra-estrutura, de maneira consistente com a estabilidade macroeconômica e a sustentabilidade da dívida".

Palocci disse ainda que prosseguem as negociações em torno do pedido brasileiro de eliminar, das contas de gastos do governo, os investimentos produtivos feitos por estatais lucrativas.

Estudos

"O Fundo concordaria em tirar as estatais completamente das contas públicas, mas as estatais brasileiras têm bom desempenho e melhoram nossos resultados. O que dizemos é que as empresas que estão com uma vida comercial ampla e aberta podem ter seus investimentos olhados de maneira diferente", disse o ministro a jornalistas.

O ministro Palocci citou um estudo feito pelo Escritório de Avaliação Independente do FMI para apoiar seus argumentos a favor de mais liberdade para gastos em infra-estrutura.

Segundo ele, o estudo avaliou que o FMI costuma ser muito otimista nas previsões de crescimento econômico de seus países membros porque prevê a chegada de investimentos privados que acabam não se materializando.

"Ao mesmo tempo, a acumulação de reservas internacionais tem sido mais forte do que a inicialmente estimada", continuou o ministro.

"Estas descobertas indicam que um índice mais alto de investimento público poderia ser compatível com administração das demandas (de consumo da economia) e a sustentabilidade externa. O investimento público pode ter sido indevidamente comprimido", disse.

Emergência

O ministro Palocci também pediu a reabertura de uma linha de créditos de emergência para países que enfrentem desequilibrios nas contas de capital.

Este programa - a Linha de Crédito para Contingências (CCL, na sigla em inglês) - já existiu antes, mas foi eliminado pelo FMI.

"Os sistemas de prevenção internacional de crises não têm um mecanismo de precaução para a resolução de desequilíbrios nas contas de capital. Isto é inconsistente com a prioridade declarada pelo fundo para a prevenção de crises", disse Palocci.

"Sólidas políticas econômicas são a principal linha de defesa contra as crises, mas financiamentos de precaução também são um complemento chave na prevenção de crises."

Juros

Palocci disse que o possível aumentos dos juros nos Estados Unidos deve ter efeitos limitados sobre a economia mundial.

"A necessidade de financiamento dos déficits gêmeos (fiscal e de conta corrente) nos Estados Unidos provocou a queda no dólar e uma expectativa de aumentos nas taxas de juros", disse.

"Mas se estes aumento acontecerem no mesmo ritmo de significativos crecimentos nas grandes economias mundiais, os efeitos adversos iniciais de um aumento nas taxas de juros poderiam ser mitigados."

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