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Atualizado às: 23 de abril, 2004 - 22h09 GMT (19h09 Brasília)
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Palocci e Meirelles minimizam desemprego

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, nesta sexta-feira em Washington
Palocci disse que os "fundamentos" da economia brasileira estão ficando mais sólidos
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, disseram nesta sexta-feira em Washington que os altos índices de desemprego no Brasil vêm de pesquisas feitas só nas regiões metropolitanas, e que os números mostram apenas que há mais gente procurando trabalho, mas não revelam as vagas que estão sendo criadas.

Palocci e Meirelles estão na capital americana para participar, neste fim de semana, da reunião de primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial.

"Quando há um aquecimento na economia, é natural que haja um aumento nos índices de desemprego, porque as pesquisas captam as pessoas que estão voltando a buscar trabalho. A pesquisa não capta a tendência de criação de novas vagas que está acontecendo", disse Henrique Meirelles em uma palestra no Conselho de Negócios Brasil-Estados Unidos.

"Para avaliar o problema do desemprego temos de olhar o Brasil como um todo. Nos últimos meses, o interior criou o dobro de vagas em relação à região metropolitana", disse o ministro Palocci a jornalistas depois de um encontro, também na sexta-feira, com o presidente do Banco Mundial, John Wolfensohn.

Interiorização

Nesta quarta-feira, o Dieese divulgou a pesquisa de desemprego para a região metropolitana de São Paulo, que revelou um índice recorde de 20,6%. Segundo o órgão, vagas foram efetivamente perdidas no mês de março, ao qual se refere a pesquisa.

Henrique Meirelles discorda da teoria de que um grande desemprego em São Paulo - o principal mercado consumidor e produtor do país - poderia levar a índices negativos em outras regiões.

 Existe uma interiorização do desenvolvimento do Brasil, não só em razão do crescimento do agronegócio, mas também da desconcentração industrial. Há uma mudança estrutural acontecendo.
Henrique Meirelles

"Existe uma interiorização do desenvolvimento do Brasil, não só em razão do crescimento do agronegócio, mas também da desconcentração industrial. Há uma mudança estrutural acontecendo", disse Meirelles.

"Mesmo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estados de São Paulo) mostrou um desempenho bem mais positivo em todo o Estado do que o registrado pelo Dieese para a região metropolitana."

Meirelles disse que está confiante no crescimento do Brasil e disse que a queda de 0,3% no PIB registrada no ano passado é baixa, levando-se em conta que o país estava terminando de enfrentar uma crise internacional.

"Outras economias sofreram muito mais em crises anteriores. Não só a recuperação do Brasil foi muito rápida, como a contração foi bastante moderada", disse o presidente do BC.

O ministro Antonio Palocci ressaltou que os "fundamentos" da economia brasileira estão cada vez mais sólidos e que está havendo um fortalecimento gradual que vai chegar com mais força ao mercado de trabalho.

 Todas as vezes no passado em que o Brasil tentou queimar etapas o resultado foi péssimo. Temos de ter paciência porque está havendo uma retomada.
Ministro Antonio Palocci

"Todas as vezes no passado em que o Brasil tentou queimar etapas o resultado foi péssimo. Temos de ter paciência porque está havendo uma retomada", disse o ministro.

Metas

O ministro Palocci disse que o governo brasileiro continua trabalhando com o objetivo de fechar o ano na meta de um superávit primário de 4,25% do PIB, conforme acertado com o FMI.

Nesta quinta-feira foram divulgados os números do mês de março, revelando um superávit de 5,41%, superior ao acertado com o FMI, o que levou os jornalistas a perguntarem se o governo teria a intenção de chegar ao fim do ano com um resultado melhor do que o inicialmente previsto.

"Isso é uma questão sazonal. Olhando o passado podemos ver que todos os anos o desempenho é melhor nos primeiros meses do ano, quando a arrecadação ainda é maior e os gastos, menores, e vai enfraquecendo a medida em que o ano avança", disse Palocci.

"Nosso objetivo é o superávit de 4,25% porque acreditamos que manter este índice por mais alguns anos é o suficiente para a dívida do Brasil entrar em uma trajetória sustentável."

Sobre o assunto, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que o resultado melhor agora dá ao governo "mais espaço" para trabalhar em direção à meta de superávit.

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