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Atualizado às: 22 de abril, 2004 - 17h13 GMT (14h13 Brasília)
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Com indicação européia, espanhol deve ser novo diretor do FMI

Rodrigo Rato
Rodrigo Rato pode ser o novo diretor-gerente do FMI
A União Européia formalizou nesta quinta-feira a já esperada indicação do ex-ministro das Finanças da Espanha, Rodrigo Rato, para ser o novo diretor-gerente do FMI.

Analistas já dão como certa a escolha do espanhol. Tradicionalmente os europeus indicam o dirigente do FMI, e Rato já recebeu sinais de aprovação da América Latina e dos Estados Unidos.

Não há garantias, no entanto, de que a nomeação será oficializada na próxima reunião do FMI e do Banco Mundial, que acontece neste fim de semana em Washington.

"Acho que posso economizar um tempo valioso deixando claro neste momento que não tenho nenhuma informação a mais do que vocês (jornalistas) sobre quando a diretoria-executiva do FMI vai tomar uma decisão (a respeito do novo diretor). Não vou fazer mais nenhum comentário sobre isso", disse a diretora-gerente interina do Fundo, Anne Krueger, na abertura da entrevista coletiva de apresentação das reuniões.

Reformas

Anne Krueger reafirmou a necessidade de os países aproveitarem o momento de expectativas positivas para promover reformas em suas economias que evitem novas crises.

"O fortalecimento da economia mundial é encorajador e traz uma oportunidade que não pode ser disperdiçada”, disse Krueger.

“A atual reversão da atividade da econômica do mundo oferece a oportunidade de avançar com reformas que já estão sendo executadas ou, em alguns casos, para enfrentar problemas que foram por muito tempo deixados de lado."

"Experiências recentes mostram que é muito mais difícil confrontar e muito mais doloroso implantar reformas em momentos de desaceleração econômica”, acrescentou Krueger.

“Sejam mudanças estruturais na Europa, reformas macroeconômicas na América Latina ou os problemas no setor financeiro asiático."

Krueger negou que haja uma crise nos investimentos sociais nos países emergentes por conta dos altos níveis de endividamento.

"Acho que estamos enfrentando uma crise na qual é necessário aprender melhores maneiras de administrar os gastos públicos e de atingir com os gastos sociais os grupos que mais precisam deles."

A diretora-gerente interina deu indicações de que a proposta apresentada por Brasil e Argentina de exclusão dos investimentos com infra-estrutura das contas de déficit ou superavit público não estará formalmente na agenda desta reunião.

"Neste momento ainda não há uma posição oficial porque ainda não chegamos ainda a um consenso internacional sobre o assunto", disse Krueger.

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