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Presidente do Bird elogia Lula por 'mudanças pacíficas' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, elogiou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, dizendo que ele está indicando a necessidade de se pensar mais nos problemas dos mais pobres. "A diferença entre a renda dos pobres e dos ricos na América Latina é gigantesca e nunca houve (no continente) antes um líder que indicasse, como o presidente Lula está fazendo agora, que é hora de mudar as regras e olhar não só para os lucros dos ricos, mas também para os problemas do pobre", disse Wolfensohn. "Mas olhando para a América Latina vemos que há uma tendência de mudanças pacíficas. O presidente Lula, por exemplo, foi eleito com 52 milhões de votos e está promovendo mudanças baseado nisso e não em um revolução." Wolfensohn fez questão de salientar que o presidente brasileiro está em meio a um "processo muito importante, talvez o mais importante do mundo, para trazer igualdade social a um grande país." América Latina O presidente do Banco Mundial fez as afirmações ao apresentar, em Washington, um relatório sobre os esforços mundiais para redução da pobreza para cumprir as metas estabelecidas para o ano de 2015. Segundo o documento, a América Latina como um todo não deve atingir as metas, embora tenha conseguido avanços na diminuição da pobreza. Segundo dados do Banco Mundial, a América Latina tinha em 1990 11,3% da população com renda inferior a US$ 1 por dia e reduziu o número para 9,5% em 2001. De acordo com as metas para o milênio, a região deveria reduzir o índice de pobreza para 5,6% até 2015, mas as projeções atuais prevêem um desempenho mais fraco: 7,6%. Em relação à mortalidade infantil, a América Latina conseguiu reduzi-la de 53 por mil nascidos vivos em 1990 para 34 por nascidos vivos em 2001. Mas os técnicos do Banco Mundial e do FMI não acreditam que o desempenho será suficiente para atingir o índice de 18 por mil estabelecido como objetivo para 2015. “Não acho que a América Latina não tenha condições de reduzir a pobreza, mas acho que as regras têm de ser um pouco mudadas”, disse Wolfensohn, indicando a necessidade de mais empenho no combate ao problema. |
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