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Atualizado às: 07 de abril, 2004 - 18h19 GMT (14h19 Brasília)
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Para Palocci, queda da popularidade não é culpa da economia

Ministro afirmou em Paris que política econômica está 'gerando empregos'
Ministro afirmou em Paris que política econômica está 'gerando empregos'
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse nesta quarta-feira em Paris que a queda da popularidade do presidente Lula, apontada nas últimas pesquisas de opinião, não é devida à atual política econômica. Segundo o último levantamento do Ibope, a avaliação positiva do governo Lula caiu seis pontos percentuais.

“Não vi pesquisa que dissesse que eventuais pontos negativos do governo se concentrassem na política econômica. Os problemas sociais e o desemprego preocupam o governo e a sociedade, mas não acho que haja uma avaliação negativa da política econômica”, afirmou o ministro Palocci durante encontro com jornalistas brasileiros na residência do embaixador Sérgio Amaral, na capital francesa.

Palocci não explicou as razões que motivam a queda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preferindo se concentrar em comentários sobre a conduta econômica do Brasil.

Segundo ele, o governo tem “consciência de que o caminho de equilíbrio econômico escolhido é o mais difícil e o mais angustiante, mas também é o mais sólido”.

Investidores

 O aumento da procura do emprego não é um sinal negativo. É um sinal positivo. Estamos trabalhando para que a economia dê conta dessa demanda, mas é um processo lento.
Antonio Palocci

O ministro disse que a experiência brasileira e internacional mostra que “não há outra opção se o objetivo é colocar o país em perspectiva de crescimento sustentável e afastar dos agentes econômicos a idéia de que o Brasil é um país de idas e vindas”.

Para Palocci, é preciso dar aos investidores “um sinal definitivo de arrumação das contas públicas”.

O ministro também afirmou que a atual política está “gerando empregos”, apesar das últimas estatísticas publicadas. Ele lembrou que 239 mil empregos foram criados em janeiro em fevereiro, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. Esse seria o maior resultado dos últimos 12 anos.

Mas Palocci reconheceu que há, ao mesmo tempo, um aumento do número de pessoas que procuram emprego, conforme indicam as Pesquisas Mensais de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“O aumento da procura do emprego não é um sinal negativo. É um sinal positivo”, disse ele. “Estamos trabalhando para que a economia dê conta dessa demanda, mas é um processo lento.”

Impacto externo

O ministro Palocci disse ainda que o governo não está trabalhando com a perspectiva de que haja fortes ajustes no plano externo.

Um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta terça-feira ressaltou a liquidez favorável dos países emergentes. Mas essa situação de liquidez, segundo analistas, pode não durar muito tempo e há o risco de forte aumento dos spreads se houver qualquer mudança externa - como poderia ocorrer no caso, por exemplo, do aumento das taxas de juros norte-americanas.

“Esses ajustes externos já vem sendo anunciados e já estão ocorrendo. Os mercados hoje são muito sofisticados e antecipam as tendências”, disse o ministro, acrescentando que quando há necessidades de ajustes eles vêm de forma suave.

 Esse será um bom ano para a economia mundial. As economias dos Estados Unidos, Japão e outros países asiáticos estão crescendo.
Antonio Palocci

“A antecipação desse processo é positiva porque prepara os países e os mercados. Ela tende a ser suave”, afirmou o ministro da Fazenda, que se diz “tranqüilo e otimista” com o atual cenário econômico mundial. “Esse será um bom ano para a economia mundial. As economias dos Estados Unidos, Japão e outros países asiáticos estão crescendo”, disse ele.

Juros

Palocci disse também que a inflação apresenta um comportamento favorável, mas preferiu não fazer previsões em relação a cortes nas taxas de juros no curto prazo. “Quando e como reduzir os juros é um comportamento que será avaliado pelo Banco Central”, disse.

Segundo o ministro, o último relatório sobre a inflação divulgado pelo BC aponta que se as taxas anuais de juros forem mantidas, o País terá uma inflação mais baixa do que a meta. O mesmo ocorreria no próximo ano, segundo o relatório.

“Tirem as conclusões disso. Há espaço (para o corte dos juros)”, avaliou o ministro.

O ministro brasileiro da Fazenda participa na quinta-feira em Paris de um fórum mundial sobre o desenvolvimento sustentável e luta contra a pobreza.

O evento contará com a presença do novo ministro francês da Economia, Nicolas Sarkozy, e do ministro britânico das Finanças, Gordon Brown.

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